vou caminhando e os raios de luz me orientam
Por maiores sejam as desavenças e colóquios.
Por maiores sejam as malevolendicências que as mentiras sustentam,
vou caminhando e os raios de luz me orientam...
Divido-me...
eis a noite coberta de neon.
Eis as faces de papel crepom.
Eis os dias nos quais as poesias dançam.
Eis os motivos que me encantam.
Mergulho-me, lanço-me...
vou caminhando e os raios de luz me orientam.
Eis o teu grito.
Eis a minha voz.
Eis a sociedade mor e algoz.
Eis o que se desgarra
e se transforma em garras,
que em relances se apresentam...
mas vou caminhando e os raios de luz me orientam.
Pedra segreda o que se agrega
à vida há milênios...
o mar rebenta-se nela.
Vida movente faz-se constante busca
do que de se plasma e embevece os olhos.
As cores mesclam-se, bailam, movimentam-se.
Vou caminhando e os raios de luz me orientam.
Despertar, coragem.
Um decolar, visagem.
Mirante reflete das noites em que os letreiros de neon
fazem-se cintilar,
novidades, necessidades de se lançar.
Nos dias moram as nuanças
eu, meu eu, e minha alma,
agregamo-nos ao corpo.
O que fazia-se absorto,
agora revolto
vê e pressente a necessidade de lutar.
Nas origens buscar.
Despir-me, de vez, sem quaisquer marcas,
sem quaisquer mudança de fisionomia.
E os objetivos, na dança do tempo, se intentam...
e eu?
Vou caminhando e os raios de luz me orientam.









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