certeza absoluta de quem sou...
O dia nasce cinzento...
pela janela entreaberta do meu quarto
o vento, a brisa, e a verdade inconteste,
de que a vida é dinâmica, por vezes clara,
por vezes nem tanto,
porém nunca sombria...
Nos meus guardados, as poesias.
Nas poesias, minha vida.
Na minha vida, uma visagem colorida
que novos são os dias.
As conversas, as razões, as linhas extremas,
não mais serão as mesmas,
pois que a visão cíclica
mostra-me como um personagem
de aqui, ali, acolá...
Penso no quê de profundo o que virá, reserva-me.
E modo/mundo, coloco-me a pensar,
no que o vento me trará de novidade...
no porto pra onde minha nau vai se deslocar...
em qual cais vou aportar...
Num misto de respirar fundo,
rasgo as cortinas do palco de meus atos...
continuo no meu quarto.
Fisionomia que carrega um ar denso,
de desejo intenso,
pois que sei que a minha vida apenas começa
e o que interessa,
é ter consciência de onde estou.
De ter a certeza absoluta
de quem sou...









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