segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

ENTRE HOJE E AMANHÃ

Reflete no companheiro que chega cansado e desiludido a esmolar-te simpatia e consolo.
Sabes talvez, nas mínimas particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente conheces que se trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça pesada carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.
Mentaliza, no entanto, o que faria Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso interesse, descobrir-lhe-ia algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou aquela qualidade elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo,
auxiliando-o a caminhar para a frente.
*
Diante dos irmãos que te busquem solicitando conforto depois de quedas e desenganos, não te disponhas à condenação ou censura.
Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e renova-lhes a confiança em si mesmos.
Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem possibilidades imediatas de solução.
Não necessitas reprovar-lhes diretriz e conduta.
Eles já se reconhecem marcados por dentro a fogo de angústia e não te procuram para que lhes agraves a dor. Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria libertação.
*
Recorda em quantas ocasiões teremos sido amparados pela bondade do Cristo de Deus que freqüentemente nos toma o leve fio da intenção correta para transformá-lo em vigoroso apetrecho de socorro a nós próprios e não menospreze,
seja a quem seja.
Importa, ainda, considerar que muitas vezes no campo da ocorrência que se reprove presentemente, nascerá o acontecimento
que nos colherá louvor no futuro.
Além disso, nós todos, os espíritos em evolução nos climas da Terra, somos ainda portadores de imperfeições e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos a serem necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o nosso momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de pedir e de receber.