sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Mensagem do dia - Não deixe para depois....

“Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje” – Diz o ditado.
No senso comum, deixar para depois é protelar,
adiar algo que deve ser feito no presente.
A conseqüência das pendências é mais grave nos relacionamentos.
Não se deve deixar para amanha a explicação que só cabe agora;
o pedido de desculpas que só tem valor logo em seguida ao ato;
a resposta ao sorriso ou à declaração de amor,
que só cabe naquela troca de olhares.
É assim.
As coisas têm mais valor quando
acontecem no momento certo.

BOM DIA/20/11

Olhe como concretizado o que quer de bom.
Não deixe os seus projetos, as suas idéias queridas e
acalentadas, as suas esperanças sadias, as belas
criações de sua mente e espírito a meio do
caminho, sem irem adiante, sem
atingirem concretização.
Mesmo que dificuldades apareçam, o que é natural,
tome a decisão de tornar concretos os ideais que povoam
o seu íntimo, fazendo com que se mostrem claras as suas
belas edificações no campo moral, material ou espiritual.
Não paralise as forças da alma.
Toda vez que você se põe a agir seguindo
boas idéias, a ajuda divina chega.

Laura Vicuña

asceu em Santiago do Chile a 5 de abril de 1891.Laura ficou órfã com dois anos apenas.Fez a primeira comunhão aos dez anos, marcou para Laura uma vida toda de amor e de sacrifício.Recebida anos depois na Associação das Filhas de Maria, tornou-se verdadeiro modelo e na defesa do lírio da pureza.Morreu abrasada no amor de Deus, no dia 22 de janeiro de 1904, com treze anos incompletos.
A causa de beatificação foi iniciada em setembro de 1955 e concluída em 3 se setembro de 1988.

Cidadã do Mundo

Laura del Carmem Vicuña nasceu em Santiago do Chile em 05 de abril de 1891.
Em janeiro de 1891 a Revolta da Marina, destinada a derrubar o governo do Presidente José Manuel Balmaceda põe a nação à beira de uma guerra civil.
Balmaceda propõe como candidato à Presidência, Cláudio Vicuña, membro do Partido Conservador. Porém já era tarde: a oposição é contra o Poder e começa a perseguição contra o Presidente deposto e seus partidários, entre os quais, Vicuña.
José Domingo, o pai de Laura, é militar e pertence a um dos ramos decadentes da nobre e rica estirpe dos Vicuña do Chile. Tornou-se então perigoso em tal contexto, portar o sobrenome Vicuña, então José Domingo juntamente com sua mulher e a pequena filha Laura, fogem como refugiados e perseguidos. O caminho do exílio é longo e difícil. A pequena família se estabelece em Temuco, a 500 quilômetros no sul de Santiago, onde já se encontravam numerosos exilados políticos e aventureiros.
Ali, em 1894, nasce a segunda filha Julia Amanda: porém os dois esposos não podiam sequer gozar da alegria daquele evento, porque José Domingo morre poucos meses depois, deixando a família sem nenhum apoio, em uma situação econômica verdadeiramente precária.
Temuco não oferece nem segurança e nem possibilidade de sobrevivência, assim em 1899, mãe e filha emigram para a Argentina.
A FAMÍLIA
Laura é, pois, o primeiro fruto do casamento de José Domingo Vicuña e Mercedes Pino; o nascimento de Julia Amanda fez com que a família ficasse completa.
Mercedes é simples, boa trabalhadora, delicada. Parecia possuir as qualidades da esposa ideal, mas suas origens pobres criam um muro de distância e frieza entre o jovem casal e o resto dos Vicuña.
A morte do marido é para ela uma imensa dor. Porém tinha que reagir e se esforçar porque tinha duas filhas em quem pensar: a pequena Julia de poucos meses e Laura de dois anos. Trabalhava por elas, se sacrificava para que tivessem tudo que necessitavam para viver.
Tomada a decisão de imigrar para a Argentina, Mercedes passa de um lugar a outro com o objetivo de encontrar um ninho para as suas criaturas: primeiro vai a Ñorquim, depois a La Lajas, depois a Chapelco e, enfim, a Junin de Los Andes.
Tanta incerteza, tanta peregrinação, tanta solidão terminam por abater a jovem mãe e esta se rende ao apoio seguro que lhe oferece Manuel Mora, um rico proprietário de Terras de Quilquihué. Ela aceita viver com ele, pois assim teria assegurada a proteção para suas filhas.
Mercedes nem imagina o quanto lhe custará ter aceitado tal oferta.
O COLÉGIO
Em Quilquihué Laura goza da tranqüilidade e do bem-estar que a circundava depois de ter passado por tantas situações estressantes.
Amanda estava feliz e corria de cá e de lá pela extensa pradaria da região andina, saltando como um cabritinho.
Naqueles anos, a FMA tinha aberto um Colégio em Junin de Los Andes e Mercedes viu nele a possibilidade de realizar um sonho antigo: mandar as suas duas filhas pra escola e prepará-las para um futuro seguro. Efetivamente a ajuda de Manuel Mora permite a matrícula das duas meninas no Colégio. Agora é Laura que dá saltos de alegria, enquanto Amanda aceita com má vontade internar-se no Colégio Interno.
As freiras acolhem as alunas com afeto sincero. Sendo elas missionárias na Argentina desde 1877, conhecem bem os problemas sociais, culturais e morais daquela região e assim se dedicam inteiramente à sua missão evangelizadora.
- Bem Vindas ao Colégio! Esta é a casa de Nossa Senhora e de agora em diante será a vossa casa.
Laura tinha então nove anos de idade. Enquanto a irmãnzinha se rende ao sono, lamentando a falta do calor do afeto materno, Laura pensa: "O colégio não é tão belo como a fazenda de Quilquihué, porém me agrada. Aqui aprenderei muito e me ajudarão a ser boa. As freiras são muito alegres, riem, brincam. Minha mãe também ri, mas de um modo diferente. Será por que?"
AMAR A VIDA
Os dias no colégio passam rapidamente. Laura observa, escuta, reflete e descobre pouco a pouco, o segredo da serenidade e da paz que irradiam da vida das freiras. Descobre o que é o Amor de Deus e que Deus está presente em todos os homens. Descobre que Deus a ama e que ela deve dar uma resposta de amor. Pensa que ela própria poderia se tornar uma daquelas freiras Filha de Maria Auxiliadora.
Porém acrescentam-lhe um golpe muito duro. Naquela região era muito freqüente que as garotas se casassem muito jovens, até com onze ou doze anos. Por isso as freiras falavam com muita clareza sobre o Sacramento do Matrimônio às suas alunas.
Laura escuta e imediatamente se dá por conta da situação de sua mãe. Compreende que ela vive com Manuel Mora sem ser casada, que cede a seus caprichos, submetendo-se à sua tirania em troca do bem-estar de suas filhas, do dinheiro e da casa... Laura não condena a sua mãe, porém lutará para devolver-lhe a liberdade, para fazê-la conhecer o verdadeiro amor, para afastá-la de Manuel Mora e reconciliá-la com Deus.
Durante suas férias, naquela fazenda respira-se um clima de perigo. Manuel Mora percebe que Laura cresceu e assim por várias vezes a menina teve que resistir corajosamente contra as investidas e ataques daquele homem. Passa a compreender melhor a situação de sua mãe e ao voltar para o Internato, comunicou a seu confessor sua decisão: "Ofereço a Deus a minha vida pela salvação de minha mãe".
Deus aceita a oferta e Laura adoece gravemente. Antes de morrer, ela revela à mãe o seu segredo, obtendo dela a promessa de mudar de vida e de começar uma vida nova. Laura morre com 13 anos de idade, em 22 de janeiro de 1904.
ORAÇÃO
Ó Beata Laura Vicuña,
tu que viveste até o heroísmo sua configuração
a Cristo, acolhe a nossa confiante oração.
Obtende as graças de que necessitamos
e ajudai-nos a aderir com coração puro e doce
à Vontade do Pai.
Doa às nossas famílias a paz e a fidelidade.
Faz com que mesmo na nossa vida,
assim como na tua,
resplandeçam fé coerente, pureza corajosa,
caridade atenta e solícita para o bem dos irmãos.Amém.
MODELO DE SANTIDADE
O Papa João Paulo II, durante a beatificação de Laura Vicuña, em 3 de setembro de 1988:
proclama a todo o mundo que é necessário receber a vida como um dom e reparti-la com os outros como resposta.
Afirma que os filhos necessitam de uma família estável, unida por vínculos indissolúveis.
reconhece que um bom sistema educativo, unido ao exemplo dos educadores, pode fazer dos jovens, pessoas santas.
Confirma que a santidade é para todos, é acessível a todos, não é questão de idade, profissão, raça ou condição social.
LAURA: POR QUÊ UM MODELO?
Porque não fechou os olhos diante da dolorosa realidade na qual se encontrava. Não quis se poupar dos problemas familiares buscando fugas e escapatórias. Aceitou sua situação com os olhos abertos e buscou dar uma resposta madura na fé.
Porque viveu a santidade do cotidiano nas pequenas coisas, na simplicidade dos deveres e nos acontecimentos de cada dia. Buscou Deus em tudo e fez da sua pequena história uma história de salvação.
Porque em um momento em que tanto se fala e discute a identidade da mulher, Laura vem em primeiro plano dizer-nos que ser mulher significa assumir com coragem a própria natureza e dignidade e defendê-la até às últimas conseqüências.
Porque apelando-se para o direito à vida, fez do direito um dever e encheu a sua vida de boas obras.
Porque chegou ao gesto supremo do amor cristão: dar a vida pelo irmão. A sua vida e a sua morte foram uma contínua oferta a Deus.
LAURA, uma jovem como você;
e Você, seria uma jovem como ela?

Espinhos

É porque nos perdemos nos porquês que aproveitamos menos das bênçãos que recebemos ou que nos julgamos pequenos e insignificantes.

Não há um dia sequer que eu não receba uma palavra dizendo o quanto sou abençoada e isso porque, segundo muitos, espalho bênçãos através das palavras que envio. E eu acredito que eu seja mesmo uma pessoa abençoada, porque Deus me criou para ser assim, da mesma forma como criou todas as pessoas. Uma vez me disseram que devo ter uma vida perfeita e eu me pergunto o que é ter uma vida perfeita. Sofri acidente quando pequena, cometi erros como qualquer adolescente, me senti infeliz na vida adulta, enfrentei a vida, depressão e me bati pela minha felicidade. Tropecei e me levantei e muito do que eu escrevo são experiências que doeram muito em mim. Já me senti sozinha e triste, já chorei e perguntei a Deus "por quê". Mas sou uma pessoa abençoada, porque Deus me ama acima de todas as coisas e eu creio nisso de todo meu coração, porque hoje compartilho minhas bênçãos com outras pessoas ao redor do mundo, porque minhas dificuldades nunca me impediram de ser quem sou, porque mesmo quando eu menos tinha forças, acreditava que Deus estava ali do lado, que os anjos acampam-se ao redor dos que O temem e os livra.

Alguém me disse recentemente num e-mail que a felicidade não era coisa que lhe pertencia. Peço a Deus que abençoe esse coração, porque a felicidade lhe pertence sim, mesmo se essa pessoa se sente isolada e sozinha. Mesmo se nossa vida inteira estiver quebrada, se nosso coração continuar inteiro, a felicidade é coisa que nos pertence. Deus nos ama do jeito que somos, quem somos e apesar dos erros que cometemos. Especial para Deus é quem crê nEle, quem pela fé caminha, quem se constrói e contribui para a felicidade própria e alheia.

Aqui vai o texto que preparei para o dia de hoje e eu espero de coração que seja uma bênção na vida de vocês:

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos,

os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos,

os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos,

s que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos

que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram

por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

O caminho que eu escolhi é o do amor!

E não importa as dores, as angústias nem as decepções que vou ter que encarar.


Eu escolhi o caminho do amor, e escolhi ser verdadeiro no meu caminho.


O abraço é apertado,
o aperto de mão é sincero,
e quando eu me apaixono eu me entrego,
e me entrego de corpo, alma e emoção.


Por isso não estranhe a minha maneira de sorrir,
de te desejar o bem.


Eu sou aquela pessoa que acredita no bem, que vive e anseia pelo bem.


Por isso, não estranhe se eu te abraçar
bem apertado, se eu me emocionar com a sua história, se eu chorar
junto com você,
se nos arrepiarmos ao ver o arco-íris no céu.


Afinal de contas somos gente
e gente que fez a opção pelo bem,
e gente do bem se ama, se entrega,
vive e não se arrepende da vida.


É assim que eu enxergo a vida,
e é só assim que eu acredito que valha
a pena viver.


Viver com emoção, com verdade.


Escolha também, o caminho do amor...

EFETIVAMENTE

Efetivamente, nada temos a ver com a manutenção do Sol,
na imensidade do Espaço, mas responderemos, inevitavelmente, pelo que
estamos fazendo da quota de luz que ele nos fornece.

*

Não nos cabe qualquer responsabilidade pelo giro da
Terra, no plano cósmico; entanto, seremos interpelados, quanto ao
nosso procedimento para com o pedaço de chão que nos agasalha.

*

Não prestaremos informes sobre a evolução do planeta em
que estagiamos, mas chega sempre o dia em que se nos perguntará quanto
ao tempo e ao corpo, à profissão e ao meio de trabalho que o mundo nos
confia.

*

Não se nos indagará com respeito à administração da
Justiça Universal no orbe em que vivemos; no entanto, daremos contas
das obrigações que assumimos, perante superiores e subalternos,
colegas e afeiçoados, que nos partilham a convivência.

*

Não se nos inquirirá quanto aos destinos supremos da
Humanidade, mas sofreremos exame natural e direto no que se refere à
nossa conduta, diante do lar e da família, tanto quanto à frente dos
irmãos e companheiros que nos comungam a intimidade.

*

Não podemos impedir as catástrofes da Natureza e nem
evitar as calamidades sociais. Outros poderes controlam a mecânica dos
astros, o equilíbrio da Terra, o aprimoramento da vida, a sustentação
do direito e o engrandecimento dos povos.

Reconheçamos, todavia, que nem as constelações, nem o
Globo que nos serve de moradia, nem as instituições que supervisionam
o progresso, nem o tribunal e nem o templo de nossa fé, conquanto nos
sustentem e nos auxiliem, não conseguirão efetuar a tarefa que as Leis
Divinas situam conosco, para que se realizem por nós.

ROGAI POR NÓS...

Neste momento enquanto as pessoas dormem,
cuja noite cobre todo este céu,
Ave, Maria cubra-nos com teu manto,
com este teu sagrado véu!
Cubra àqueles que estão pelo chão,
perdidos nas ruas de todo canto...
Também a dor daquele que ainda chora,
nesta noite o seu desencanto...
Ave, Maria...
Também àqueles que estão perdidos,
os tantos banidos por nossos olhos, rogai!
Ao irmão que abandonamos,
à qualquer sorte, filhos do nosso grande Pai!
A mulher da rua,
do sexo fácil,
amante e perdida,
que já perdeu as contas de suas feridas!
O detento que cumpre a sua pena
esperando a sentença!
Ave Maria, rogai...
Ainda se for verdadeira a sua inocência!
Até os culpados!
Àqueles que já estão condenados...
aos pederastas, rogai,
aos infelizes viciados!
O caminho é de cada um e nosso Pai, é um só!
Ao mais ambicioso dos homens, rogai...
Do mais rico ao mais pobre,
ao chão tornaremos,
inútil pó!
Aos assassinos e criminosos, rogai
para que tenham arrependimento...
Aquele que rouba, ainda assim,
são frutos do nosso tempo!
Ave Maria, rogai!
Àqueles que perderam um ente querido
pelas mãos covardes e frias
de um bandido!
Jesus, disse: Pai, eles não sabem o que fazem!
Ave, Maria, rogai aos lares desfeitos,
em tantos leitos, aos doentes!
Aos políticos em seus gabinetes...
A nosso presidente!
Rogai àquele à beira de um suicídio!
Que tenha tempo de se arrepender...
Ainda mais, a todos que nesta noite que nos cobre,
perderam a vontade de viver!
Rogai, rogai...
À jovem que tenta o aborto!
Bem-vinda à vida dessa nova criatura,
também filho de Deus nas alturas!
Àquele que abandona o filho
nos orfanatos,
rogai, Ave, Maria,
deixadas na vida, ribeirinhas!
Aos pais que cometem maus tratos
aos inocentes em seus lares!
Jesus disse: "Vinde a mim as criancinhas"
Aos fanáticos Ave, Maria,
que não entendem que há um só Pai!
Às muitas bombas do oriente,
aos extremistas de todo mundo, rogai.
a pensarem um pouco,
antes de matarem tanta gente!
Ao racismo, rogai...
Somos todos irmãos!
Não há credo, cor ou raça...
para darmos as mãos!
A nossas matas e animais,
rios e terras que abrigam os minerais...
aos cientistas de todo mundo,
que uma boa nova aconteça!
Rogai, rogai...
Encontrem a salvação deste planeta!

SONHO E AMOR

Ah, essa saudade! Esse sustenido de dor, essa emoção que enternece o coração, reavivando aquele amor...

Como faz bem o recordar!
Até parece um banho de espumas de manhã ao acordar, com brisas calmas vindas em calmarias, ali do mar.

Esse gosto de sonho, essa paz levitando, conclamando ao amor. Essa dor de saudade, leviandade do esquecer, quando um dia o amor nos visitou, recordando o sonho de outono de um lindo anoitecer.

Ah, coração! Por que guardas tantos sonhos vividos, recordando sustenidos de dor? Se o único motivo de sonhar, foi a felicidade do meu sonho, embalado no amor.

Quatro estações

Quatro estações são necessárias

para que se possa passar adiante depois de uma perda.

O primeiro tudo depois da morte

é sempre o mais difícil:

o primeiro aniversário, o primeiro natal, o primeiro réveillon,

as primeiras férias...

são as ocasiões mais doloridas.

Mas o passar dos dias ameniza a dor e vai dando lugar

a uma certa nostalgia, ao carinho da lembrança.

Pensamos no instante da perda que nunca mais

seremos capazes de sorrir, mas isso não é verdade.

Depois de algumas auroras e alguns entardeceres,

vamos descobrindo que a vida ainda está muito presente,

que ainda somos capazes de nos alegrar com outras coisas,

sem que isso diminua o amor e a saudade

que sentimos de quem partiu.

Aceitamos dificilmente a morte porque

nos esquecemos com facilidade

que nossa vida na terra é apenas uma passagem.

E quando alguém parte, é como se acordássemos

para essa realidade: somos eternos para a vida,

mas não a terrena!

Inconscientemente pensamos na nossa própria morte

e na daqueles que ainda estão conosco.

Mas... enquanto o sangue pulsar nas nossas veias,

é a vida que pulsa e

tudo o que podemos e devemos fazer é vivê-la.

Alguém que amamos parte para sempre

e isso é tremendamente doloroso.

Essa pessoa é insubstituível ao nosso coração,

já que cada pessoa é única em si no nosso viver

e somos conscientes disso.

Mas outros que amamos e que nos amam ainda estão por aqui

e isso deve ser motivo de alegria e reconforto.

Por esses, pelo menos, devemos nos reerguer, reagir,

fazer um esforço. E para nós, para nosso bem.

Deus nos consola; amigos, família nos consolam...

só precisamos é aceitar as mãos estendidas.

Quatro estações e um pouco de paciência...

o sol vai brilhar novamente,

a alegria vai de novo encher o coração

e tudo vai voltar ao normal.

É preciso acreditar nisso!

Botões de rosas

Colham botões de rosas enquanto podem,
O velho Tempo continua voando:
E essa mesma flor que hoje lhes sorri,
Amanhã estará expirando.

O glorioso sol, lume do céu,
Quanto mais alto eleva-se a brilhar,
Mais cedo encerrará sua jornada,
E mais perto estará de se apagar.

Melhor idade não há que a primeira,
Quando a juventude e o sangue pulsam quentes;
Mas quando passa, piores são os tempos
Que se sucedem e se arrastam inclementes.

Por isso, sem recato, usem o tempo,
E enquanto podem, vivam a festejar,
Pois depois de haver perdido os áureos anos,
Terão o tempo inteiro para repousar.

ORAÇÃO DO GRUPO

Senhor, peço pelo nosso grupo
Que nos conheçamos melhor
Em nossas aspirações,
E nos compreendamos mais
Em nossas limitações.

Que cada um de nós sinta e viva
As necessidades dos outros
Que nossas discussões não nos dividam
Mas nos unam em busca da verdade e do bem

Que cada um de nós
Ao construir sua própria vida,
Não impeça o outro de viver a sua.

Que nossas diferenças
Não excluam ninguém da comunidade
Para que olhemos cada um com Teus olhos
E nos amemos com Teu coração.

E para que nos conheçamos melhor,
Que o nosso grupo não se feche em si mesmo,
Mas seja disponível, aberto, sensível,
Aos desejos e necessidades do outro.

Para que no fim de todos os caminhos
Além de todas as buscas,
No final de cada discussão,
E depois de cada encontro,
Nunca haja " vencedores" ou "vencidos "
Mas sempre, sempre, "irmãos" e "amigos"

Amém !

Voz da Saudade

Saudade é quand'alma chora
O vazio que em nós ficou
De tudo o que foi embora
E na vida nos tocou !...

É a voz das emoções
Que acorda o sentimento
Em rios de divagações
Que correm sempre em lamento.

É lembrança entristecida
Que em nós dói profundamente
Dum alguém da nossa vida
Que partiu ou está ausente...

É dor no peito calada
E que a nossa alma invade
De memórias feitas nada...
Apenas... Voz da saudade !...

AMAR É...

O que é o amor?

É sentimento. É estado d´alma?

E como buscá-lo, como vivê-lo. desde que todos os grandes Espíritos que vieram à Terra disseram ser ele o caminho seguro?

Os conceitos atribuídos ao amor são inúmeros. As discussões filosóficas tornam-se sem fim.

Porém, o que realmente precisamos conhecer é sua prática, sua vivência em nossos dias.

A compreensão maior virá como consequência, como se precisássemos estar em seu íntimo para finalmente descobri-lo.

O amor é o sacrifício pelo próximo que, aos olhos do mundo, é pesado, é difícil, mas para quem ama é leve, gratificante.

Amar é interessar-se pela vida do outro, é perguntar: Como foi seu dia? É questionar: Você está bem? E estar realmente atento para ouvir a resposta.

Amar é modificar nossa rotina para ouvir um amigo, fazer-lhe uma visita, levar notícias boas.

Amar é reunir a família, sem a necessidade de uma comemoração especial, apenas para celebrar a presença de todos, para fortalecer os laços.

Amar é adiar um sonho para atender as necessidades de um filho, de um pai, de uma mãe.

Amar é respeitar as opiniões dos outros, mesmo que elas sejam diferentes das nossas.

É abraçar os familiares, não apenas quando celebrem aniversários, ou conquistas, mas sempre que o coração lembrar do quanto se querem bem.

Amar é chorar junto. É sorrir junto. É sempre guardar a esperança de que tudo será melhor.

Amar é saber dizer sim. É saber dizer não. É saber ouvir um sim, saber ouvir um não.

Aqueles que amamos jamais serão um peso em nossas vidas. Pelo contrário, serão eles que nos farão mais leves. Serão eles os agentes que farão com que nossa consciência esteja satisfeita, que nosso íntimo receba energias revigorantes do Alto, fazendo-nos mais felizes.

O verdadeiro amor não está distante. Não está apenas nos romances literários, nos poemas inspirados, nas imagens dos sonhos. Ele está conosco nos pequenos gestos de carinho, nas gentilezas inesperadas, nas renúncias.

O verdadeiro amor não está distante. Ele aguarda apenas que as mãos fortes da vontade o alcancem, e concedam-lhe a chance de respirar os ares do mundo.

* * *
Os Espíritos Superiores nos ensinam que amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam.

É procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las.

É considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontraremos, dentro de certo período, em mundos mais adiantados, e os Espíritos que a compõem são, como nós, filhos de Deus, destinados a elevar-se ao infinito.

REENCONTRO COM O AMOR

Se não for amor, o que será então,

um reencontro com a desilusão?

Não! Não me diga que ainda me ama!

Deixemos que eu sinta essa felicidade depois,

quando estivermos só nós dois.

Depois de tanta nostalgia,

mais parecia degradação!

De repente, você, que ficou no passado e por

quem fui tanto amado,

banhou de alegria este solitário coração.

Agora, pois, deixa-me querida, permite-me assim ficar

com este coração cheio de amor,

ausente da antiga dor e ternamente novamente te amar.

Deixa-me assim sentir,

e meu coração pressentir, que

você veio novamente nele morar.

Deixa essa alegria ficante,

que em nós permaneça constante,

mas que fique em nosso coração,

como uma felicidade plangente...

Que seja permanente enquanto durar,

mas que este coração esteja solenemente e

fielmente a te amar.

Que o reencontro deste amor,

seja como uma primavera inteira

em flor...

E que seja como a alegria de um belo amanhecer...

Nesta felicidade de reencontrar você.

Eles Vivem

Ante os que partiram, precedendo-te

na Grande Mudança, não permitas

que o desespero te ensombre o coração.

Eles não morreram.

Estão vivos.

Compartilham-te as aflições,

quando te lastimas sem consolo.

Inquietam-se com tua rendição

aos desafios da angústia

quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida

e te recordam as mãos trementes no adeus,

conservando na acústica do espírito

as palavras que pronunciaste,

quando não mais conseguiram responder

as interpelações que articulaste

no auge da amargura.

Não admitas estejam eles indiferentes

ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa

a readaptação ao mundo e à existência terrestre

sem eles e quase sempre se transformam

em cirineus de ternura incessante,

amparando-te o trabalho de renovação

ou enxugando-te as lágrimas quando tateais a lousa

ou lhes enfeitas a memória perguntando porque.

Pensa neles com a saudade convertida em oração.

As tuas preces de amor representam

cordes de esperança e devotamento,

despertando-os para as visões mais altas na vida.

Quando puderes, realiza por eles as tarefas

em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo

por infatigáveis zeladores de teus dias.

Se muitos deles são teu refúgio e inspiração

nas atividades a que te prendes no mundo,

para muitos outros deles és o apoio e o incentivo

para a elevação que se lhes faz necessária.

Quando te disponhas a buscar os entes queridos

domiciliados no Mais Além,

não te detenhas na terra que lhes resguarda

as últimas relíquias da experiência no plano material...

Contempla os céus em que mundos inumeráveis

nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles

no próprio coração, a dizer-te que não caminharam

na direção da noite, mas sim

ao encontro de Novo Despertar.

Amor sem Fronteiras

Há num cantinho do meu ser, um sentimento

sem dimensão...

Um amor tão sem fronteiras que só cabe,

sem barreiras, dentro do meu coração...

Esse amor, que é infinito, sinto por meu semelhante,

sem preconceito de cor, raça, nível...

O que for, porque ele é o importante!

Tenho dois ombros que acolhem,

duas mãos que se estendem pra acolher,

sem preconceito, sem olhar qualquer defeito...

Todos, do amor, dependem!

Se nos mantivermos frios,

não partilharmos carinho pensando nas diferenças,

só prezando nossas crenças, acabaremos sozinhos!

Deus, que é Fonte de Amor, a ninguém discriminou!

Jesus, que na cruz morreu, de ninguém, se esqueceu:

A todos nós, perdoou!

Ninguém é maior que Eles!

Por quê, tanta indiferença, se somos todos iguais?

Sentimentos desleais, lavrarão nossa sentença!

A Paz no Mundo

A paz no mundo começa dentro de mim

quando eu me aceito, de corpo e alma,

e reconheço meus defeitos, com paciência e calma,

e em vez de me fragmentar em mil pedaços

eu me coloco inteiro no que penso, sinto e faço

passageiro no tempo e no espaço,

sem nada para levar que possa me prender

sem medo de errar

e com toda vontade de aprender.

A paz no mundo começa entre nós

quando eu aceito o teu modo de ser

sem me opor ou resistir

e reconheço tuas virtudes sem te invejar ou me retrair,

e faço das nossas diferenças a base da nossa convivência

e em lugar de te dividir em mil personagens

consigo ver-te inteiro, nu, real,

sem nenhuma maquiagem,

companheiros da mesma viagem

no processo de aprendizagem do que é ser gente.

A paz no mundo começa quando as palavras se calam

e os gestos se multiplicam,

quando se reprime a vergonha e se expressa a ternura,

quando se repudia a doença e se enaltece a cura,

quando se combate a normalidade que virou loucura

e se estimula o delírio de melhorar a humanidade,

de construir uma outra sociedade,

com base numa outra relação,

em que amar é a regra, e não mais a exceção.

Por que as folhas caem

A cada outono,
certas plantas e árvores
preparam-se para um repouso
necessário e vital à sua vida
e continuação.

Algumas espécies de árvores
matizam-se de várias cores,
num maravilhoso contraste entre
a melancolia e a beleza extrema.

Depois, uma a uma,
as folhas caem, como lágrimas,
até que as árvores, nuas e tristes,
abram os braços ao inverno e esperem,
pacientemente, a primavera,
que restaurará cada folha caída.

Por que para nós seria diferente?

Por que não
perder antes de reencontrar,
por que não as lágrimas,
por que não dias áridos,
frios e secos?

E por que não a esperança de que
a primavera volte?

Porque, creiam, ela volta sempre!

Talvez nos julguemos bons
demais para receber o sofrimento,
como se ele fosse sempre
símbolo de castigo e não algo
necessário ao nosso crescimento.

As folhas caem e as árvores
parecem assim tão desprotegidas,
tão solitárias!...
e eu me pergunto o que faz
com que sobrevivam.

Elas entendem que esse período
é necessário à sua renovação.
Elas aceitam,
doam-se e
esperam e recebem de volta,
no tempo oportuno.

Assim somos nós com todas
as perdas que sofremos,
com as lágrimas que escorrem
e salgam nossa boca,
com o tempo
que parece interminável
ou as noites longas demais.

Tanto que não entendemos
e não aceitamos o sofrimento,
ele se prolongará.
Tanto que não vemos isso
como uma fase,
apenas uma fase,
a ferida estará
aberta e sangrará.

Não aceitar o outono
e negar o inverno não faz
com que não existam.
Apenas nos deixam fora de
uma realidade que chega
pra todo mundo.

Não somos maus demais para
recebê-los como um castigo
e nem bons demais para que
possamos não acolhê-los.

As árvores perdem as folhas
e perdemos os nossos.
Elas choram
e choramos também.
Elas esperam e nada há que
nos impeça de esperar.

E elas recebem,
a seu tempo determinado,
novos galhos e novas folhas,
novas flores e novos frutos.
Sentem-se assim completas.

Somos assim o que somos
e o mesmo Deus que
sustenta as árvores,
nos sustenta a nós!

E Ele nos poda,
nos molda,
nos deixa nús
e aparentemente sem defesa,
mas está sempre presente
e estará ainda quando
a primavera voltar,
quando seremos,
depois do inverno frio,
renovados e prontos para
recomeçar.

Nossas Mãos

Em verdade, há milhares de mãos maravilhosamente limpas no jogo das aparências.

Mãos que se cobrem de joias valiosas, mas que não se dispõem a partir um pão com o faminto.

Mãos que se agitam, vivazes, na mímica dos discursos comoventes, mas que não descem ao terreno de ação para ministrar uma gota de remédio ao doente.

Mãos que assinam decretos e portarias importantes na administração pública,
recomendando a ordem e a virtude para os governados, mas que não hesitam
em desmantelar os bens coletivos que lhes foram confiados.

Mãos que escrevem páginas admiráveis de literatura, sob a inspiração da gramática, ornada de tesouros artísticos, e que jamais se preocupam com a prática do verbalismo brilhante que produzem.

Mãos que se movimentam em acervos de moedas e notas bancárias, exibindo poder, mas que não cedem o mais leve empréstimo dos recursos em que se demoram, sem pesados tributos ao irmão que suporta espinhosos fardos em escuros caminhos.

Mãos que indicam aos outros o roteiro da salvação e que escolhem a senda escura da maldição para si mesmas.

Realmente, não te esqueças da higiene de tuas mãos, contudo, guarda vigilância para com aquilo que fazes.

Nossas mãos constituem as antenas de amor que, orientadas pelo Evangelho, podem converter a Terra em domínio de luz.

Deixa que os teus braços se integrem no trabalho da verdadeira fraternidade e serás, desse modo, o instrumento vivo da Vontade Divina, onde estiveres, em favor do reinado da paz e da alegria para o engrandecimento do mundo inteiro.