quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O GRITO DA GANÂNCIA

As crianças que não sonham
Os pais que não conseguem sonhar
E avós que não conseguiram realizar seus sonhos
De ver seus netos vingarem para a vida.

Homens cavalgam por terras estranhas
Seguem ordens
Matam para não morrerem
Exterminam com os ideais alheios
Calam vozes que rogam pela paz
Aniquilam sonhos construídos
Destroem-se seguindo ordens
Das ordens gananciosas
De gananciosos conquistadores.

Crianças órfãs de um mundo
Que ignora a paz.
Crianças sem infâncias
Perdidas entre bombardeios
Feridas,
Mutiladas,
E mortas.
Os poderosos do mundo
A tudo isso ignoram
A tudo isso contam seus mortos
Onde os pais no lugar de um sorriso alegre
Recebem medalhas,
Medalhas trocadas por vidas.
Os heróis mortos
Valem muito mais para eles os poderosos,
Do que uma criança órfã de uma guerra.

É a bestialidade mundial
É a ignorância mundial
É o começo sem fim
Onde as armas mais valorizadas são
Do que uma palavra sobre a paz.

A humanidade ainda não aprendeu
A conviver com a paz.
Tantos e tantos deram suas vidas pela paz
Usaram suas vozes e escritas pela paz
E a paz sempre cantada pelas armas
Faz-se distante.
Quantos Napoleões... Hitlers... E outros tantos
Passaram e ainda hão passar
E a paz sempre representada por uma criança
Sempre representada por uma pomba
Sempre representada por uma bandeira branca
Apenas serão representadas,
Pois enquanto as falas e vozes forem emudecidas
O homem insistirá,
Em procurar a paz através das armas.

Falas e vozes pela paz
Somente são usadas para exterminar nações.
Não existem falas e vozes pela paz
Para os poderosos do mundo,
Somente o rufar de tambores
E o grito da ganância
E propaganda de armas poderosas
Que mais e mais
Fazem órfãos incontáveis
Os números de crianças.
E assim caminha a humanidade...
É a dor do mundo
Que as grandes potencias insisti em não curar...
É a lágrima do mundo
Que as grandes potências insistem em derramar...