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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

AH, SE NÓS DOIS NOS AMASSEMOS

O tempo lentamente vai passando
Ele passa como o vento lento
Que suaviza meu amanhecer
Entardecer e anoitecer.
Há momentos que o tempo passa,
Como se fosse um vento bravio
Que a tudo sai arrastando.
Tenho que estar sempre compactuado aos dois,
O tempo sereno calmo
E o tempo turbulento devastador...

O tempo passa
E junto passamos nós dois
Mesmo não compartilhando amorosamente,
Mas sempre juntos realizamos algo,
Algo que no final,
Sei que você se sente feliz.
Eu me sinto feliz te vendo feliz.
É difícil e estranho
Esse amor silencioso que carrego em meu coração,
Mas de como evita-lo:
Mesmo proibido ele existe.
Esse amor que em segredo guardo
No mais profundo cantinho de meu coração...

Não tenho como evita-lo
Não tenho como resisti-lo
É uma situação tão difícil
Situação essa
Que só seria resolvida
Se nós dois nos amassemos,
Nos completássemos.
Eu tenho esse louco proibido amor por você,
Mas nunca em momento algum
Senti o mesmo de sua parte.
Sei que tens uma grande amizade por mim
Um grande carinho
Uma grande consideração,
Mas sei que pára por aí
Ao contrario do que sinto por você...

O tempo vai passando
E eu que pensei ser apenas uma cisma
Que com o decorrer do tempo
Tudo se modificaria, me ferrei.
Sou perdidamente apaixonado por você.
E de encontro ao tempo
Como se eu encarasse uma tempestade
Vou cada vez mais aos teus encantos,
Encantando-me.
Muitas das vezes contenho-me aos meus impulsos,
Às vezes sinto que vacilo,
Me assusto,
E logo, logo percebo
Que para você nada aconteceu.
Meu vacilo nada acrescentou em sua vida,
Seu viver.
E assim nesse tortuoso silencio
Vou me torturando até quando, não sei...

QUERO SER TEU BIQUINI

Grandes olhos bela postura
Os seios querendo saltar de dentro de sua blusa
Teu corpo escultural
Meu olhar descomunal
És uma Deusa,
Por total espatulada
A fôrma que te fizeram,
Foi destruída para que não fizessem cópias...

No sobe e desce da bainha de sua blusa
Teu umbigo parece sorrir-me
Morena linda... Linda morena
Que entorta minha cabeça
Mulher de todos os sonhos
Sonhos safados que somente
Foi concedido aos adoradores da carne
Malditos escravos da carne
Me faças teu escravo
Lambo teus pés
Com minha saliva fina eu os lavo...

Tarada! Maluca sexual
Tua nudez em meus pensamentos
Faz-me viajar por caminhos nunca percorridos
Teus olhos são devorados pelos meus
Tua boca bela boca carnuda e sedutora
Fecho meus olhos e a engulo num só abocanhar
Sem te deixar pestanejar...

Deusa de meus sonhos...
Tarados são meus sonhos.
Deusa de meus desejos...
Me arrasa, me esgana com seu remelexo.
Tarada! Maluca sexual...
Meus desejos me causam mal.
Mesmo vestida consigo te ver pelada...
Uma ameaça pro meu coração.
Cobertas somente pelos cabelos...
Atiças... Me esculacha... Enlouquece meus desejos.

Morena tarada desvairada
Me entorpeces com teu cheiro
Olhe para mim, não ficarei cego
Fale comigo, não perderei a fala
Rebole para mim
E me arranjes um lugar num manicómio
Somente numa camisa de força
Poderei me conter diante de ti.

Morena tarada sedutora
Fico imaginando teu cruzar de pernas
Quero ser tua cadeira
Quero ser teu biquíni
Quero ser teu espelho
Para que teu reflectir me engula.

Jesus Cristo!!!
Ela está vindo na minha direcção
Fiquei mudo!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

JUSTIFICAR O PRÓPRIO VIVER

Caminham junto a mim
Os quem tem fé
Os que não tem fé.
Sentam-se junto a mim
Aqueles que carregam Deus em seus corações
E os que se fazem ateus diante a fé.
Comemos e bebemos juntos
Uns agradecem pela água e pelo alimento
Outros apenas se fartam.
Os que usam a palavra de Deus
Faço-me presente e sou seus ouvidos
Os que negam a fé
Não os critico e nem os nego,
Por eles rogo a Deus que os perdoem
E vos ensine os caminhos brandos da salvação...

Caminham na minha frente, os apressados.
Ao meu lado permanecem junto a meus passos
Os que são de complacência
E os que se atrasam e para trás ficam
Não os apresso,
Apenas mostro no meu aguardar
Que em seus curtos passos podem me alcançar...

Sou tarde sou noite
Bebo a água da chuva
Revigoro-me com os raios solares
Da água faço meu refrescar
De o fogo meu aquecer.
Dentro de minha fé
Acredito sempre num amanhecer...

Vejo as montanhas que me cercam
Admiro o céu em seu clarear e em seu escurecer.
Encanto-me com a imensidão do mar
Purifico-me em suas águas
Deito-me em suas areias a meditar.
Medito sobre a paz
Sonho com a humanidade junta a caminhar
Sonho que os poderosos homens no lugar das armas
Plantem o amor unificando nações
Para que o mundo melhor,
Dele a humanidade possa vir desfrutar...

Cada anoitecer é uma expectativa
Cada amanhecer uma nova esperança
A cada segundo que se vive
É uma oportunidade do bem fazer.
Não custa nada
O homem não maltratar o mundo de hoje,
Pois com certeza,
Não será maltratado pelo mundo de amanhã.
Cada novo amanhecer
É sempre uma nova oportunidade de um novo aprender.
Basta colocar Deus no coração
Elevando a fé
Na esperança de alcançar dias melhores
E justificar seu próprio viver...

GUERRAS

Eu nunca estive numa guerra
Um campo de batalhas
Homens matando por ideais
Eu julgo falsos ideais
Mas não posso como não devo condenar
Os ideais de quem quer que os seja.
Eu tenho os meus,
Sou pela paz
Sou pelo amor
E mesmo assim tenho meus conflitos internos.
É a minha guerra
A guerra com meus conflitos...

Eu nunca estive numa guerra,
As guerras separam famílias
Uns por apóia-la
Outros por não apoiarem.
As guerras são propagandas de armas
Elas são as fábricas de órfãos
São as fábricas de viúvas
São as fábricas de lamentos.
Desde que mundo é mundo,
Que existem as guerras
E eu pergunto: para onde nos levam as guerras?...

Eu com as minhas fico embaratinado.
O que sei sobre as guerras,
É o que leio nos jornais
Nas revistas
O que pouco a televisão noticia.
As minhas guerras são minhas,
Não as divido com ninguém.
Ninguém além de mim,
Pode conte-las,
Pode pintar a bandeira da paz,
Pode exigir rendição.
Isso, as minhas que são internas...

Agora existe um outro tipo de guerra,
Uma versão diferente que poucos dão importância.
É a que vivemos dentro de nosso país.
Não é uma guerrilha
Não é uma guerra civil
É a guerra do silencio,
O silencio da fome que assola dentro de nosso país,
Crianças morrendo de inanição
Homens e mulheres adultos
Que esmolam pelas esquinas de nossas cidades.
Pessoas que perderam suas identidades
Pessoas que a vida que levam,
Roubou-lhes o passado
Não abrindo uma perspectiva de vida
Para um novo amanhã...

O silencio da discriminação racial
Onde brancos afortunados são favorecidos e
Nossos irmãos negros irmãos índios são desfavorecidos.
Tiram-lhes o direito de caminharem na mesma calçada
Calçada que muitos que as construíram
São impedidos de nelas caminharem de igual para igual...

O silencio da violência contra a mulher,
Mulheres que colocam no mundo vidas e mais vidas,
Que são escorraçadas
Que são humilhadas
Que as obrigam obediências
Que as obriga submissão.
Nós homens principais construtores
Desses hábitos monstruosos...

O silencio contra o descaso com os idosos,
Homens e mulheres que ontem nos embalaram
E hoje por muito de nós são desprezados.
Homens e mulheres que ontem foram jovens,
Tornaram-se adultos
Nos educaram
E hoje por muitos de nós nada representam.
Esquecemos que no amanhã que virá,
Nós jovens de hoje,
Estaremos no lugar deles a se lamentar...

O silencio contra um dito que inventaram,
O terceiro e quarto sexo
Que são dois homens se amando
Que são duas mulheres se amando.
São gente como nós que nos achamos normais
E eles, aberrações.
Que conceito horrível esse qual empregamos.
As igrejas condenam,
A sociedade condena.
São pessoas como nós
Que merecem o mesmo e todo respeito...

Existem mais e mais guerras silenciosas,
Guerras que nos negamos empunhar a bandeira da paz
E fazer saber que apenas estamos nessa vida,
De passagem.
De repente deixamos de existir
E o tudo que plantamos de bom ou ruim,
É por aqui mesmo que ficará.
Nada levaremos para o outro plano de vida
Se assim existir. Não sei...

Os feitos bons com bons olhos serão lembrados,
Os feitos ruins serão nada mais nada menos
Que um ponto negro negativo perdido no limbo das histórias...


Os exemplos estão para todos verem:
Mahatma Gandhi...
Martin Luther King, Jr...
Abraão Lincoonl...
E tantos outros de mesma linhagem,
Deixaram-nos boas lembranças,
Um bom legado...

Benito Mussolini...
Adolf Hitler...
Joris Van Severen...
Philippe Pétain
Esses apenas existiram,
Nada acrescentaram de bom a humanidade
A não ser, desgraça...

Ainda há tempo
De fazermos valer
O tudo de bom que podemos proporcionar
Aos nossos semelhantes...

Acredito que essa minha guerra interna,
Vai muito mais além do que posso imaginar...

ESCREVO

Escrever... Escrever... Escrever...
Gosto de escrever
Há vezes que me ponho em dúvidas,
Não sei ao certo se o que escrevo,
É poesia ou se é depoimento em forma de poesia.
Fico na dúvida se são relatos
Ou apenas um vício incurável,
O vício de escrever...

Invado o silencio das madrugadas
Escrevendo sobre várias coisas.
Escrevo sobre o sorriso de uma criança
Escrevo pelo belo sorriso ganho de uma linda mulher
Escrevo sobre os ensinamentos ganhos por partes dos idosos
Vou escrevendo sobre fatos de meu dia-a-dia...

Muita das vezes sobre o balcão de um botequim
Escrevo sobre as dores de minha nação.
Através do que escrevo,
Contesto... Esbravejo... Maldigo.
Escrevo sobre as dores de meu povo abandonado e sofrido
As dores e o abandono da vida humana de um modo geral.
E assim quando não é sobre o balcão de um botequim
É sentado em uma praça pública
É caminhando lentamente por várias ruas
Com papel e meu inseparável cotoco de lápis em mãos.
Quando não,
Escrevo sentado a mesa de minha sala
Como se estivesse zelando pelo sono de minha amada
O sono de meu filho amado...

Escrevo não respeitando parágrafos
Não me importo com pontos e vírgulas
Não faço uso de palavras complicadas.
Gosto de escrever assim como sou,
Simples,
Totalmente simples.
Não é a toa que certos intelectos
Classificaram meus escritos,
Como lixo literário.
Isso pra eles,
Que se acham donos da verdade.
Escrevo de forma que aquele que venha aos meus escritos,
Meus simples rabiscos ler,
Possa entender e até mesmo me entender...

Hoje realmente gostaria de escrever algo de bonito
Sobre a importante data que se aproxima,
Mas foge-me a inspiração.
Gostaria de poder falar através de minhas escritas,
Algo que deixasse boa marca
Na alma, no coração de quem me ler,
Mas foge-me de novo a inspiração...
É tornar-se muito difícil para mim,
Escrever sobre essa data importante que se aproxima isto;
Porque mais,
Muito mais ainda,
No lugar de enaltecer a data de aniversário de Jesus Cristo Salvador,
Mais e mais as pessoas se embebedam
E causam desavenças em seus meios familiares.
No lugar de enaltecer a data de aniversário de Jesus Cristo Salvador,
Mais e mais comercializam em seu nome.
Jesus Cristo não é para ser comercializado e sim, para ser amado...

Não somente a ganância das industrias
Não somente a ganância dos comércios como se já não bastassem,
A hipocrisia caminha nas batinas como nas pregações dos que não usam batinas.
Ela, a hipocrisia os desleixos as más condutas,
Fazem moradias em meio a lideres religiosos.
Não quero aqui, generalizar,
Pois há quem realmente segue e pregue a fé com fé no Senhor Deus,
No Senhor Jesus Cristo,
Mas em boa parte usam de seus títulos de lideranças religiosas,
Para dilubriarem pessoas que mal tem como se alimentarem
E que no engano da razão
Ofertam o que se não tem,
Em troca sem que saibam de palavras enganadoras...

Lamento ter que em linhas
Expor essa minha formação de idéias,
Mas sou arquiteto de minhas idéias e pensamentos
E vi ao vivo e a cores
Pessoas sendo levadas no bico por essas feras que se intitulam religiosos
Sem que nada pudesse eu fazer,
Mas, “Deus” a tudo está atento
E esses que usam de seu nome,
Que usam do nome de “Jesus Cristo”
Para dilubriarem pessoas simples e desinformadas
Para que ilicitamente venham se enriquecer
Não se esqueçam que o céu está em nosso coração
E o inferno,
É a estrada do mal caminho que criamos...

Atentemos aos fatos:
“Deus” está atento a tudo...
“Jesus Cristo” rege como os olhos do mundo.
Vamos tentar antes de tudo nessa data importante que se aproxima,
Cantar “Parabéns” para o aniversariante “Jesus Cristo”.
“Feliz Natal!”

DEPRESSIVO?! SEI LÁ O QUE É ISSO...

Acampado a céu aberto
Ouço o mar se jogando nas pedras.
Aqui uma fogueirinha
Eu
O céu
E o mar.
Mistura boa essa.
As estrelas
Não sei por qual razão
Estão malocadas.
A barraca está quente
Prefiro ficar no tempo...

Aqui ao longe
Bem longe dos tumultos
Sinto um algo parecido com renovação.
Estranho porque sou novo,
Mas mesmo assim o novo se renova,
Não envelhece
Não existe envelhecimento
Existe carga de experiência
E essa carga,
Estou longe ainda de ser...

Vou me permitindo
Confabular com minha sombra.
Se em casa dissesse isso
Me mandariam para o Pinel.
Vou confabulando e confidenciando
Com minha inseparável companheira sombra.
Ela é muda
E quem cala consente,
Minha sombra concorda comigo,
Não há conflito entre eu e ela...

A leveza e a pureza deste ar me encanta
Minha mente flutua não sei pra onde
O importante é esse meu estar só
Longe de tudo
Longe de todos
Eu e minha sombra a confidenciar...

Vou procurando o que não perdi
Vou seguindo as linhas do destino
Não sei o que me reserva para o amanhã
Só sei,
Que muito bem me faz aqui ficar só.
A fogueira enfraquece
O vento sopra forte
E com toda força o mar cospe suas ondas
Ondas que me alcançam, mas sou teimoso
Sou tinhoso
Sou desafiador
Se o mar quiser me levar,
Que me leve,
Pouco ligo, estou em paz comigo mesmo...

Dizem que estou depressivo.
Nem sei que merda de palavra é essa...

Eu estou é injuriado
O Brasil está sendo dominado pelo estrangeiro,
O Brasil está deixando de ser brasileiro
E ninguém faz nada.
Se estar injuriado e estar depressivo
Então estou depressivo.
Depressivo: sei lá o que é isso!...

Isolado nessa praia depois de dobrar dois morros
Me sinto bem
Me sinto livre
Me sinto leve como uma pluma
Mais leve do que o vento
Ele está forte
Mas continuo aqui,
Se assim o mar vier me buscar
Mando ele um pouco esperar,
Porque existem muitos sonhos
Para eu sonhar
Muitas estradas para eu conhecer
Muitas matas para eu explorar
Muitas e muitas bocas que sonho eu em beijar
E a esperança de ver meu Brasil livre
Para de essa liberdade poder desfrutar...
Viva a Liberdade!
Viva um Brasil Livre da Repressão
Livre do verde oliva
Com irmãos abraçando irmãos
Raças e mais raças a se confraternizar

ALÉM DO MEU TEMPO

É uma coisa complicada
Esse barato que chamamos amor.
Existem vários tipos de amores.
Amor de mãe,
Esse é intocável.
Amor por música,
Isso é questão de gosto.
Amor pela arte de escrever,
Esse amor é difícil de explicar.
Amor pela vida,
Fator indiscutível.
Amor por um alguém,
Essa é a parte mais complicada...

Amor,
Paixão,
Cismas,
Afeiçoamento,
Enganação...

Não me acho preparado
Para questionar o amor.
Não que eu seja insensível,
Mas porque ainda não é meu momento...

Quando se trata de amor de mãe,
Mesmo ela sendo carrancuda,
É o jeito que ela tem de demonstrar seu amor.
Reclamamos,
Contestamos,
E até mesmo desconjuramos,
Mas na hora do aperto
É ela que abre seu coração
E mesmo errante,
Não saem de nossa cabeceira...

O amor pela música,
Quem nasce com o dom de compor e cantar
Isso ninguém pode tirar.
As canções por muitas vezes
Nos levam a lugares dentro de nosso imaginário
Que jamais imaginamos ter ido.
A música é um alimento para a alma
E aqueles que a produz
Sabe como nos tocar...

Já o amor pela arte de escrever
É muito complicado.
Quem escreve, escreve,
Mas quem ler,
Muitas das vezes ignora
O poder da criação de um escritor,
De um poeta,
De quem tenta passar uma mensagem
Que a fundo pode nos levar profunda reflexão...

O amor pela vida é coisa muito séria.
Nos tempos atuais,
Vejo meus amigos se drogando,
Acham que é um barato momentâneo,
Mas a cada dia que se passa,
Aparece uma carta estampada nos jornais
De jovens implorando pela vida
Sem ter mais volta.
Às vezes sinto que não faço parte
Deste mundo de hoje.
Tem garotas que me evitam
Porque não gosto de fumar maconha.
Alguns amigos se distanciam de mim
Porque me acham careta.
Será que eles têm amor a vida?
Eu não fumo essa merda,
Estou bem do jeito que sou
E não preciso da maconha,
Para tomar decisões,
Tomar coragem
Ou até mesmo ir a busca de uma conquista.
Eu não vou
Elas que vem a mim e em juízo perfeito...

O amor por um alguém.
Amor!
Essa é a melhor droga que possa existir.
Já até experimentei,
Mas como ainda sou bem novo,
Acho apenas que me confundi.
É complicado.
Falta amadurecimento.
Conhecer mulher,
Conheço desde os treze anos,
Mas me entregar a uma mulher,
Qual mulher que vai querer
Assumir compromisso com um fedelho?
E o pior de tudo, ou seja; melhor de tudo
É que eu só me interesso por mulheres
Com mais bem idade do que a minha.
Essa é a verdadeira complicação do amor.
Não me chego às garotinhas.
Quem sabe arranjando uma,
Pode pintar essa tal de paixão
Que da paixão vem o amor...

Chego a conclusão
Que só devo me pendurar
Nas saias das mais velhas mesmo.
Pelo menos, elas não fedem a maconha
Enquanto as menininhas,
Medem o rapaz
Pelo tamanho do cigarro de maconha
Que possam lhes dar.
Não vou entrar nessa.
Danem-se elas
Fico com as maduras
Mesmo que só por momentos.
É, e ainda dizem que estou além do meu tempo.
O amor! Ah! O amor!
Um dia nos conheceremos legal...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

SENSAÇÃO PLENA DE LIBERDADE

Cabelo solto ao vento
Um caminho seguia
Para onde apontava o nariz.
Ventos cortantes
Chuvas torrenciais
Sol escaldante
O sangue fervilhava nas veias
O sangue gelava na alma.
As estradas eram meu lar
Sensação plena de liberdade...

Face queimada pelo sol
O peso que trazia na mochila
Pouca diferença fazia.
Olhos atentos
Roupas surradas
Sandálias já curtidas
A sola de pneu que as prendiam,
Já gastas pelo tempo.
Em qualquer lugar a chegar
Era fazendo meu lar
Sensação plena de liberdade...

Quantas estradas batidas
Nenhuma história escrita.
A solidão era minha companheira
Assim como minha sombra.
Horas e horas a caminhar
Lugares novos a encontrar
Pessoas novas a falar
Meus artesanatos em obras reconhecidos
Meus escritos apreciados
De volta as estradas
Lares de meus verdadeiros sonhos
Sonhos e sensação plena de liberdade...

PELO MAR, MINHAS LÁGRIMAS DE FELICIDADE

O mar que me atrai
Caminho em sua areia morna
Aquecida pelo mormaço deixado
Pelo sol escaldante
Reinante do que foi um dia
Hoje,
Agora noite,
Me entrego a ele o mar
Como fosse meu senhor
Meu dono...

Corpo nu
Coberto apenas por meus cabelos
Deslizo suavemente em suas areias
Vou-me de encontro tuas ondas
Recebo o choque morno da água
Que suaviza minha pele.
O mar
Que em suas profundezas
Existem mistérios e mais mistérios
Aqui neste momento
Sou teu filho
Sou tua criação
Sou meu corpo em você
Sou água
Sou o sal que te sustenta
Sou sustentado por teu sal...

Mergulho e deixo meu corpo boiar
Deixo que me carregues
Como se em seu colo
Estivesse a me ninar.
O mar
Que por muitos é navegado
Que por muitos é explorado
Jamais em tempo algum
Conseguirá o homem
Descobrir teus mistérios...

Sou um barco sem vela
Um navio sem motor
Atirado em tuas águas
Vejo reluzir
Lua
Estrelas
Espaço
Sou parte da parte
Desta partícula que o alimenta
Dos momentos que a meu corpo nu acalentas.
O mar
Mar que me devora
Noite de luar
Madrugada a varar
Volto pra tuas areias a vagar...

Caminho tranqüilo
Vou seguindo vou seguindo
Assim como ao mundo vim
Me sinto por um todo
Beijado pelo mar
Acariciado pelo mar
Acalentado pelo mar
Parido pelo mar
Gigantesca obra criada da natureza
Tão lindo tão belo
Que depois da mulher
Vem ser a poesia mais linda escrita por Deus.

O mar
Que me encanta
Que no deslumbre de minhas emoções
Deixo pra ti como parte
Minhas lágrimas de felicidade..

PARA ONDE O VENTO SOPRAR

Noite de luar tristonho
Luar ofuscado
Sentado à beira da estrada
Medito sobre o ontem
E o hoje que está se indo.
O amanhã não tenho como meditar
E nem nada a planejar.
Não sei se quando eu fechar meus olhos
Verei um outro amanhã.
É por isso que nada tenho a planejar
Nada planejo...

Poderia dizer que estou longe de casa,
Mas optei que minha casa
Seria a estrada
E o destino,
Pra onde o vento soprar.
Uma luz a distancia brilha,
Pode ser um outro andarilho
Que assim como eu,
Acampado a beira de uma estrada
Deve estar perdido em seus pensamentos.
Quem sabe pensando na mulher amada
Ou talvez,
Com ela esteja a conversar...

Aqui troco idéias com meu silencio
Com o silencio desta noite
Às vezes quebrado
Pelo roncar de um motor.
Ora ônibus
Ora caminhão/carreta
Ou carro pequeno de passeio...

Hoje conheci pessoas.
Uma cidadezinha pequena
Onde se misturam ricos e pobres.
Conheci um poeta,
Ele declamava de pé na praça.
Admirei-o,
Bonitos poemas,
Melancólicos, porém, bonitos.
Também me deu vontade de soltar a voz,
Mas contive-me,
Ele era o poeta do pedaço, do momento.
Pessoas passavam
E depositavam moedas em sua caixinha.
Nada a comentar,
Cada lugar tem seus costumes
E eu não declamo meus versos/poemas
Em troca de moedas
Declamo-os para que eu seja ouvido
Para que leve a meu povo,
Toda essa nojeira que conheço como governo...

A luz à distancia se apaga
Eu também vou me apagar
E se sorte eu tiver
Em um novo despertar
Meu dedo na estrada volto a colocar.
O destino:
Para onde o vento soprar!...

O GRITO DA GANÂNCIA

As crianças que não sonham
Os pais que não conseguem sonhar
E avós que não conseguiram realizar seus sonhos
De ver seus netos vingarem para a vida.

Homens cavalgam por terras estranhas
Seguem ordens
Matam para não morrerem
Exterminam com os ideais alheios
Calam vozes que rogam pela paz
Aniquilam sonhos construídos
Destroem-se seguindo ordens
Das ordens gananciosas
De gananciosos conquistadores.

Crianças órfãs de um mundo
Que ignora a paz.
Crianças sem infâncias
Perdidas entre bombardeios
Feridas,
Mutiladas,
E mortas.
Os poderosos do mundo
A tudo isso ignoram
A tudo isso contam seus mortos
Onde os pais no lugar de um sorriso alegre
Recebem medalhas,
Medalhas trocadas por vidas.
Os heróis mortos
Valem muito mais para eles os poderosos,
Do que uma criança órfã de uma guerra.

É a bestialidade mundial
É a ignorância mundial
É o começo sem fim
Onde as armas mais valorizadas são
Do que uma palavra sobre a paz.

A humanidade ainda não aprendeu
A conviver com a paz.
Tantos e tantos deram suas vidas pela paz
Usaram suas vozes e escritas pela paz
E a paz sempre cantada pelas armas
Faz-se distante.
Quantos Napoleões... Hitlers... E outros tantos
Passaram e ainda hão passar
E a paz sempre representada por uma criança
Sempre representada por uma pomba
Sempre representada por uma bandeira branca
Apenas serão representadas,
Pois enquanto as falas e vozes forem emudecidas
O homem insistirá,
Em procurar a paz através das armas.

Falas e vozes pela paz
Somente são usadas para exterminar nações.
Não existem falas e vozes pela paz
Para os poderosos do mundo,
Somente o rufar de tambores
E o grito da ganância
E propaganda de armas poderosas
Que mais e mais
Fazem órfãos incontáveis
Os números de crianças.
E assim caminha a humanidade...
É a dor do mundo
Que as grandes potencias insisti em não curar...
É a lágrima do mundo
Que as grandes potências insistem em derramar...

M E U D E U S!

Vencer as tormentas da dor que dói
Sem pisar nos problemas ocultos
Na dor de um monte tão sujo
E dizer que a palavra divina é santa,
Que a morte é o descanso de quem dança
Na esperança da salvação.

É o descanso puro e divino
Dos campos eternos,
Que não usam ternos,
Nas caças sagradas dos que no tempo pararam.

Quem diria que um dia eu viria morrer
Se não comece a maçã estragada do pecado
Do meu próprio pecado
Que está mais alto do que eu.

Se o perdão é certo,
A salvação é incerta
Na certeza que creio em você.

Vencer as tormentas de uma dor sofrida,
Do olhar da pessoa morta e perdida
E o amor maltratando você,
E você a espera de quem,
Do alguém que vem tentando provar
Que a coisa mais linda é o amor
Ou que o amor é a coisa mais linda.

Até parece,
Parece que a fome que sinto
É pura mentira,
Que a esmola que peço
E pra torrar na cachaça que bebo
E encher o bolso
De quem me fornece e humilha.

Eu não sei porque,
Eu não posso dizer pra você
Que o amor é a coisa mais linda
Que a coisa do amor é tão linda
Ou que mais linda é a coisa do amor.

Meu caro Deus onde estou?

Porque tão morto,
Cansado e caído
De barriga na mão cheio de dor.

Meu Senhor!!!

A dor que sentiste pela gente,
Essa gente que peca e não diz,
Que joga peteca e torce o nariz
Eu preciso dizer e provar
“Que por mais fraco
Que um ser humano venha ser,
Tem sempre um alguém
Contando com suas forças”.

Eu preciso viver,
Preciso gritar,
Me abrir e confessar
Que apesar de mendigo...
Eu amo você.

Meu “ DEUS “

domingo, 30 de dezembro de 2007

MEU CORAÇÃO AINDA CHORA!!!

Mais uma vez sozinho
Mais uma vez sem você
Mais uma vez sabendo
Que você nunca,
Nunca mais irá voltar...

Eu não sei bem se é tristeza
Não sei se é esse meu passado,
Uma coisa que não consigo me livrar,
Que sempre me trás você em pensamento.
Na verdade,
Há vezes que me questiono
Se sou feliz ou não...

Tanto tempo faz que você se foi,
Mas sou um cara de sorte,
Tenho uma mulher que me ama,
Uma mulher que me deu três filhos
Filhos que me deram três netos.
E você continua em meu pensamento...

Acho que preciso tomar um porre,
Mas um porre de vergonha na cara.
Você até pode ficar em meus pensamentos,
Boas lembranças de você eu tenho,
Mas só,
Só que sou amado por uma mulher maravilhosa,
Se eu disser que ela tomou seu lugar,
Porra!
Vou estar mentindo!
Ela não tomou seu lugar,
Apenas evitou que eu me ferrasse
Assim como você se ferrou.
Você se ainda existir ossinhos,
Você está debaixo da terra
E eu continuo aqui.
A juventude até que é uma coisa boa,
Mas a juventude não bem vivida é foda.
Apesar das barras que encarei,
A minha foi bem vivida
E, para o bem da verdade,
Para o bem da verdade encontrei um alguém
Que mostrou pro Guerreiro aqui,
O que vem ser amadurecimento.
Encontrei um alguém
Que veio frear essa minha impulsividade,
Não me pôs coleira,
Mas foi e é uma domadora.
Domou esse meu coração rebelde...

Você até conseguiria,
Mas o destino não permitiu, portanto,
Pode você povoar meus pensamentos,
Tomar meus sonhos de assalto,
Mas meu coração é de quem me ama.
Bem que poderia ser você,
Você teve tempo pra isso,
E essa merda de destino nos sacaneou.
Minha Neide e bem diferente de você,
Podes crer; bem diferente.
Ela é minha Neide,
E você! Você! Cacete!!!
Você continua sendo minha Regina...
Droga!!!
Meu coração ainda chora...

sábado, 24 de fevereiro de 2007

PENSAMENTOS SAFADOS!

Travessa esperta emalandreada
Fogosa atirada e traquina
Garota- Mulher
Olhos grandes ..olhos negros
Mulher . . . Mulher . . .
Ainda ,com todo esse jeitinho de Menina . . .

Sorriso malicioso enganoso
Olhar de fera
Pronta para dar um bote
Dentes cintilantes
Corpo de mulher feita
Menina ,Garoa- Mulher
Canto suave...Veneno na fala
Veneno bom que ...não mata
Mas abaratina qualquer cabeça
dos que de teus passos longe
a seguem com o olhar. . .

Deslumbrante , assanhada
Menina -Mulher do veneno que não mata . . .

Capachos da vida somos, nós ,
os homens que a qualquer
belo rebolado nos leva a tontear
Travamos . . . escrachados esculachados
Olhos cravados beiços babando
nos arrastamos estrepitando como lobos famintos prontos
para a presa , abocanhar !

Ah . . . Idiotas somos nós !
Pois essa Garoa ,Menina- Mulher nem ao menos ,um olhar safado em minha ou ,em
nossa direção sequer , de
soslaio , nos ousa dar.
Pobres mortais somos nós que,
engasgados estáticos ficamos...
quando a vemos passar

Nos ensaios de falas bêbadas
este bando de desocupados fazem poses , afinando as
gargantas, para quando a Garoa ,Menina-Mulher passar
versos e trovas, à ela, fazerem de longe . . .entoar.

Oh ! Linda Garoa Menina -Mulher, olhai para nós ,esses
pobres mortais e, nos dê o teu
mais malicioso sorriso para que ,nele , possamos viajar e,
às escondidas, em pensamentos
dos mais safados, te imaginar...

Oh ! Traves esperta e malandreada guria venhas
aquecer meu coração longe desses trastes babões que ,
junto à mim, vivem a te cortejar
Quero que me olhes ... e,
me detones com este teu lindo olharantes que ,estes vampiros beberrões ,como eu, é claro,
venham ,primeiro que eu , te possuir e te ganhar.

Olhes para mim . . . !
Não sou nenhum príncipe,
mas bem , dou pro gasto
Saibas,contigo quero minhas energias gastar . . .
Agarrado ao teu lindo corpo
irei me extasiar em prazeres te vendo , a te contorceres para depois , juntos,desfalecermos
nos mais sublimes espasmos,
de Amar !