vitrais...
Enquanto vejo-me hoje solto,
bem disposto, revolto,
inda lembro-me bem das tardes insólitas,
pelas quais minhas lembranças libertas
faziam-se ser, pelas ruas desertas,
e tudo rebrilhava, enquanto cintilante
o alumbramento cercava o momento,
da poesia que se fazia naquele instante...
A estrutura arqueável,
fazia-se cada vez mais estável,
pois ali moravam axiomas
cuja soma,
dava mais encantamento,
ao que parecia escombros
mas que davam ao relento,
um mesclar de cores suntuoso.
Como se o mavioso
ali fizesse seu de descanso,
seu remanso...
Vitrais que envilecidos,
ainda desfrutavam do respeito
das respostas do tempo,
através do sibilo vento
que jamais se aquietava
pois se inspirava,
a cada instante que por ali soprava,
e juntando-se a brisa,
saiam serenos,
como o amor que desliza,
enquanto o desdém
continua não convencendo ninguém...









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