resta-me pensar...
Surges das pedras...
a tua visão não medra.
Preciso sim, saber ao que te agregas.
Qual verdade levas.
Vejo-te,
criatura nascente dos sonhos
que há muito sonhei...
Não sei se o ponto final do meu senso
terá confirmado o contra-senso,
ou um modo intenso de te amar me invadirá.
Quem nessa hora, dirige meus passos?
Quem será que me abarca,
e decide em qual porto minha nau atraca,
para que possas em mim, enfim,
se materializar?
Observa a brisa...
ela desliza.
Não see se as curvas de minha sina
novamente serão redesenhadas,
ou se devo por enquanto vagar pelas esquinas
observando entre as quinas,
o teu jeito de ser e estar...
Eis que surges entre as pedras...
desprevenido, desguarnecido,
tenho que refazer-me do susto
antes que tudo termine,
como já terminou antes
quando saistes lisa e ilesa,
por visagens abertas,
completamente solta,
e não assim de um jeito que medras,
presa entre pedras.
resta-me pensar.









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