sábado, 19 de janeiro de 2008

Não dou mais voltas...

Foi mais ou menos assim...
acreditava que a poesia somente
tivesse objetivo e fim,
quando eu de mim saía
e procurava pelos livros palavras sementes
difíceis, eloquentes,
coisas que habitavam o meu inconsciente.

Parti de mim...
aprisionei-me...
voltei a mim,
libertei-me...

Hoje escrevo,
sem ser escravo
do que querem ler...
Sómente escrevo.
Como se da terra temperada,
eu fosse um trevo.

Algo que me diga mais.
Falo no amor por exemplo,
independente do termo, do tempo...
mas simplesmente falo do amor.

Foi assim, justamente assim,
que mesmo ao rotularem-me retrato da complexidade,
que eu me vi...
eu me entendi...
e tudo ao redor, a mim abarcado,
tornou-se algo poético...
eclético...
deixou de ser um tratado de palavras estranhas,
retiradas dos alfarrábios de minhas entranhas,
e a parti dai, me fiz...

Não dou mais voltas...