segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Quantas vezes

Quantas vezes fujo de mim
como um rio correndo,
um mar no infinito sumindo.


Quantas vezes sem perceber
me levanto e me persigo
outra vez me acho comigo .


Quantas vezes na confusão do espanto
do pouco que ainda me conheço
restauro o ar, a calma no fraco alento.


Quantas vezes entendo que como eu
há quem do sol se satisfaz
semeando praias onde vai morrendo
e a poesia ao vento se deixando.