domingo, 13 de janeiro de 2008

qual seria do sonho a valência?

Voar sempre...
nunca pra fugir das agruras
mas pra buscarmos nas trilhas sagradas
as respostas para os eus que vivem às turras,
como se as consciências fossem obrigadas
a viver obrigatóriamente do que se concebeu
justo no que de mal se prometeu...

Olhar fixo nos olhos da mulher amada.
Tocar seu corpo, buscando a alma aviventada,
que nada ambígua
mostra-nos que a eternidade está ainda em nossos
mais visíveis projetos...
serena, de modo absterso, completo.

Voar... voar...
e quando no pouso
caminhar no gozo
do que se criou para cintilar em nós,
a luz da verdadeira querência...
a essência...

O que no hoje nos dói,
por certo,
um dia será um objetivo deserto
pois que evoluímos.
Se nos entregamos de modo errado
por certo os ditames imaculados,
mostrar--nos-ão os erros, os passos mal dados.

Voar estando com os pés no chão.
Como fôssemos vidas dúbias
entranhadas em solto coração.
Afinal,
nada de extraordinário faz-se,
nessa máxima que faz nosso pensamento ficar revolto.
Pois em natureza, ao pensarmos bem,
somos alma e corpo.

Um todo...
um início de onipresença.
Se assim não o fosse
qual seria do sonho a valência?