terça-feira, 8 de janeiro de 2008

no cime do meu pensar, meu coração leve e breve.

No lugar da luz opaca, o sol!
Em mim,
toda a agitação consciente
de que nem toda semente,
cresce...
vez ou outra, alguma fenece...

No lugar onde costumavam deitar
eu e meus sonhos,
um despertar...
um continuar que me possibilita
constatar que é minha, essa vida infinita.
Ela pertence-me.
Concebida e imaculada
como rezam as preces das novenas,
ou dos louvores, ou dos tambores...

No lugar onde sabia-me inquietante, interrogador,
habita agora um espírito revolto
que solto, voa...
num sibiliar que esparge um som em tom de guizo,
como se meu senso, meu juízo,
pleno de quesitos esquisistos
tenha que ser sempre argüido...

Na palma de minha mão,
meu eu...
no cime de meu pensar,
meu coração,
leve, breve...