Foi assim desde pequeno...
Foi assim desde pequeno...
eu, meu violão,
os primeiros acordes
e quem chegasse primeiro.
Pleno e preso à brisa
pela densidade da areia,
eis que defronte,
feito de água, um horizonte,
inspirava-me.
Foi assim desde pequeno...
enquanto os meus pensamentos amenos
rediscutiam não a saudade do que foi,
mas a saudade do que é...
Foi assim desde pequeno...
talvez eu causasse estranheza.
Mas minha alma com destreza
orientava o eu corpo pra aquele paraíso sereno,
e ali eu não somente sentia-me grande
como prenhe de sonhos... rei de mim mesmo...
um cavaleiro com rumo,
que não se sentia perdido, caminhando a esmo.
Eu, o violão, o horizonte, a amplidão,
a areia, a inspiração e o menino mar...
que mais alguém poderia querer
a não ser se achegar e sonhar...
Era assim...









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