segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

deixei de ser ninguém

Quando consegui visualizar os meus passos, meus braços
já não alcançavam o objetivo vivo de ser açambarcado pela pureza do ar,
e serem abarcados por sentimentos que adornam o mundo,
profundos sentimentos de ablaquear...

Mas girando, não me entregando ao marasmo da fixidez,
pude encontrar-me com alguns sonhos...
pude soltar-me, fazer-me viajor de vez.

Girei, sonhei, quantos eflúvios ganhei!
Fiz-me dançarino ladino, fiz-me rei!

E enquanto descansava meus sonhos
vozes e mais vozes, entoavam odes...
como se fosse a natureza a cantar.
Em meus olhos entrabertos, um doce e calmo cintilar.

E aí,
foi somente festa!
Pelas frestas,
eu conseguia mirar as alegrias manifestas
e vontades livres, abstersas!

Fiz-me...
Como ninguém se fêz...
fui além, muito além da tez...

Marquei-me com o aroma eterno
do que de mais puro e romântico,
pode atravessar os poros de alguém.

Sorri...
Enfim deixei de ser ninguém.