era que isso termina um dia?
Num relance,
dou-me.
Qualquer falta de chance,
fecha-me.
Enfim,
quando afim,
vejo vida nas pedras.
O lítico,
conversa comigo.
Torna-se um amigo,
severo e crítico.
Viajo.
Ajo.
Me visto.
Me revisto.
Desfaço-me.
Descontruo-me.
Depois me ergo,
célula por célula...
Corpo constituído,
eis-me caminhante.
Viajor itinerante,
que sem querer ser errante,
já começa a errar-se,
por não aceitar-se vazio.
E aí,
vem o movimento frio.
Tudo se reinicia.
Será que isso,
termina um dia?









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