quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Desencontro de Almas

Nosso enderêço perdido na eternidade,
dispersado no éter entre nuvens e névoas,
nos manteve afastados todo este tempo,
talvez quem sabe, por um capricho do destino.

Vivemos os amores e paixões isolados,
nossos caminhos ainda não se cruzaram,
nem um olhar, nem um simples esbarrão,
que fizesse o atraente contato, o imã sutil.

Continuamos vagando sózinhos em busca
de encontrar tantas respostas que inquietam
o fundo da nossa alma, sentindo-se incompleta
pela falta do amor que une corpo e alma num só.

Talvez quem sabe ainda não seja neste tempo,
que nos encontraremos, partilhando momentos
de risos cascateantes e sonhos compartilhados.
Talves nossas almas habitem moradas paralelas.