sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Amantes mascarados!

Travestidos de fantasias
de fetiches e poesias.
Cheios de brilho
olhar repleto de orgia.
Escondem seus rostos
para ninguém os reconhecer.

Mergulhando na noite psicodélica
fingindo não saber,ser alvo
de escândalos,de rejeição
os amantes não se importam
vão desfilando pelos salões.
Demonstrando toda sedução
não escondem nem o tesão.

A ética, a moral, a cética
conjuga: Não julga?
O verbo verdade pouco importa
para quem é covarde...

Atrás de máscaras se escondem
para os devaneios viver,
os prazeres da carne sentirem
precisam fugir do eco, que
grita ensurdecedor em seus corações:
errado...pecado...maldições, traições.

Fingem não ouvirem,
já não é opção...
é imposta condição,
condição única de ser feliz,
já que o amor é proibido.

Mas quando tudo termina,
a noite chega ao fim,
não conseguem ignorar
aquele eco que grita impertinente
que os aflige,os amedronta.
Os faz esquecer rapidamente
da noite de ousadia,de orgia.

As diversas conjugaçãoes
do verbo ter e ser,
fazem a grande diferença.
Chega a pesar na consciência,
difícil conviver assim
com o grande eco do sim
ecoando intermitente dentro de si.