quinta-feira, 20 de setembro de 2007

VOZ DA VIDA

A cintilante manhã acorda a cidade adormecida.

O sol espreita dúbio no horizonte, em olhar sonolento!

Contristado, me encontro no embrulho de olhares frios

em cada rosto feito de apatia como serras de lágrimas,

numa ilusão ininteligível feita de hipocrisias marmóreas.



Suporto no meu peito que chora insistente no magoar

de olhos ternos, olhos de inocentes em delírio como

um majestoso altar de anjos, feitos para penitenciar,

habitando a desilusão na orla de inconfessos olhares.



Avanço em desvario esbarrando-me em mentirosos muros.

O sol torna-se débil e envergonhado não trazendo

a suavidade do seu calor vencido pela avareza que suja

a vida deixando débeis as forças para caminhar!

Fico frágil diante a continuidade obscura que vence cada dia

a candeia que nunca iluminará as horas mais tristonhas,

enquanto existirem nuvens carregadas de mentiras...