quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

O poder da amizade

A amizade converge de pontos afins, onde os corações se unem em plena fraternidade. A afeição mútua é garantia para o amor e o desencanto dos sentimentos é falta de Cristo no coração.
A presença de Jesus altera todo ambiente em dissonância, mudando-o para a cordialidade e o afeto passa a ser a atmosfera comum entre as criaturas. Pressupõe o homem ignorante que aquilo ou aquele que o desagrada deve-se esquecer, senão desprezar, maltratar e perseguir. Entrementes, a filosofia do Evangelho afirma o contrário: que devemos sempre nos unir e que o amor deve surgir em tudo e em todas as almas, pois para isto fomos criados.
O poder da amizade nos leva a crer na felicidade e a esperança nos estimula para as grandes realizações. O agrado de uns para com os outros faz clarear a inteligência, sem subestimar os ideais dos sentimentos elevados..
Cada passo que dermos, no caminho do bem, para granjear amizades, é luz que acendemos em nossa subida para a libertação espiritual.
A atração entre as pessoas tem muito a ver com a presença do amor. Carinho é coisa muito séria. Logo que o recebemos ou doamos, reconhecemos a manifestação do amor que somente existe com abundância nos planos maiores da vida.
Ele, na Terra, pode parecer, por vezes, envolvido em fortes interesses físicos, ou exigindo permutas inconfessáveis.
No entanto, traz no seu coração, se assim podemos dizer, uma luz imortal, que no amanhã brilhará qual as estrelas, na harmonia divina. Nada se perde, tornamos a dizer. Tudo que plantamos nasce e torna a nascer por mil meios, na multiplicação da vida, em busca do esplendor de Deus.
Não pode existir vida sem convivência, sem aconchego na exuberância da fraternidade. Não pode existir saúde sem a força poderosa da amizade. Ela é que nos oferta o leito para recuperarmos nossas forças quando fracos; nos dá o alimento, quando temos fome; nos fornece agasalho, quando nus; nos oferece água, quando sedentos; nos traz o remédio, quando enfermos; nos manifesta a alegria, quando tristes; nos dispõe à companhia, quando solitários.
A amizade é que nos dá coragem para viver, diante de todos os problemas e infortúnios. Se é esta norma de vida a melhor, granjeemos amigos, nos adverte Pedro, o apóstolo, e, para tanto, é indispensável que surja no coração o amor e que a harmonia se estenda entre os homens. Porém, toda intimidade requer vigilância, para que ela possa durar, afeiçoando-se com a eternidade. Toda inimizade desconhece o valor do bom comportamento e, se vivemos discutindo, separando-nos dos nossos semelhantes, dando asas à maledicência e fomentando a discórdia, nunca teremos saúde.
Saúde é harmonia em tudo o que pensamos e fazemos. Se estamos alimentando o ódio contra os nossos companheiros, dá-se uma disfunção em todos os nossos corpos, levando-nos à enfermidade, enquanto durar a nossa ignorância.
Jesus nos induz, a cada segundo, para a conjunção dos nossos ideais na amplitude de todos os nossos sentimentos, para a grandeza da amizade.
Sê amigo de tudo e de todas as criaturas, que a saúde surgirá em teus caminhos, como luz do sol a te alegrar.
Cada passo que dermos, no caminho do bem, para granjear amizades, é luz que acendemos em nossa subida para a libertação espiritual.