segunda-feira, 6 de agosto de 2007

À DERIVA

Solitária...
navego numa rota escura
imponderável...
não totalmente perdida
mas desgarrada de razões
motivos e alentos
à deriva!...

Navego na ausência de luz e sons
sem bússola
apenas soltei as amarras e navego
certamente não vou a lugar nenhum
não busco porto, não tenho rota
estou à deriva, mais uma vez e sempre
à mercê das minhas emoções!

Na total escuridão da tua ausência...
do teu descaso e abandono,
que me são tão impertinentes!
Procuro você, inutilmente...