o que de bem me veste...
No cime da noite eu cuido de minhas estrelas.
Deixo com que escorra sobre o meu corpo
trasgo de luzires, num ar puro
colorido por um lindo arco-íris,
e busco-me do jeito que quero...
No olhar aprofundado de minhas fantasias
eu projeto minhas ânsias e posso tê-las.
São objetivos mais que soltos,
que refletem nos olhos, justamente na íris,
refletindo em cor,
o que eu poderia se quisesse
compor em palavras...
Eu sou de mim mesmo, o que deixou de viver a esmo,
e fugindo do dito remanso deserto e ermo
resolveu também edificar, reviver.
Hoje posso dizer que meus sonhos cabem na palma de minhas mãos
pois eles têm o tamanho que a eles concebo...
Hoje posso dizer que meus passos
obedecem a um compasso,
que permite-me um caminhar não apressado, ofegante.
Hoje posso, espraiado na ventura da paz onde mais me refaço,
dizer que toco meu instante...
Quem sabe no amanhã
eu possa de forma sã,
enfrentar o que fez-se forma vã
e reintegrá-lo,
como fosse um imã
de atrair o que de bem me veste?









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