quarta-feira, 14 de novembro de 2007

já nem sei mais...

Manchados, semi-macerados pelos sonhos que no etéreo bailam,
eu, ser raso confesso, que meus versos
por hora perdem-se por caminhos inversos,
inseridos em agruras,
como fossem vítimas de torturas
perdendo-se da lucidez, fugindo do sentido...

Queria falar do gosto meloso dos beijos...
ou quem sabe do repetir arfante dos desejos,
mas minhas mão parecem querer não transgredir...

E no confronto entre o que se esvai pelos intervalos da alma
e o que ainda tenta sobreviver na superfície do corpo,
vejo-me assim espirito inepto...
um ser que tem calor, mas faz-se absorto...

Talvez eu quisesse falar dos sorrisos, como todos falam...
talvez eu quisesse lidar com os sons de guizos, que divinos se espalham...
talvez eu quisesse falar sobre corpos suados, que arraigados
dão uma demonstração do "amor versejado..."
Mas não consigo...
minha mente não acompanha o querer do meu corpo.
E eu fico endividado, imerso em dúvidas
sem saber se o conceito de estar solto,
passa realmente pelas vias das regras gerais...

Já nem sem mais
onde mora a verdadeira poesia:
se na orla dos orbes de sonhos onde visagens adornam viagens,
ou se somente nos quereres que espocam de forma igual no dia-a-dia...