sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Asas de borboletas

Procurei nos meus caminhos, pistas que deixastes entre as folhas do outono para que eu pudesse seguir em poesias quando não estivesses comigo. Achei em cada gota de chuva uma lágrima caída da tua saudade. Recolhi-as com as mãos em oração, agradecendo aos céus por este amor bendito que, mesmo à distância, mesmo em desencontros, vive de sintonias e estabelece senhas para que a vida prossiga em calmarias.

Sei das tuas madrugadas em vigília, dos dias em agonia, mas sei da alegria e do riso solto que esta paixão nos dá. Sendo assim, por mais que fique longe e por mais que demore, esse encontro já é sabido e comemorado desde tempos imemoriais. Sinto-me livre para dizer aos velhos cadernos ou às páginas dos livros que acompanham meu amor diário, o quanto te amo na minha quietude, que já não é tão solitária assim, posto que estás comigo em pensamentos, palavras, atos e emoção.

E sigo entre noites e dias só por este amor que aquece e faz valer a pena a minha existência. E um dia serei pó em asas de borboletas a pousar nos dedos dos amantes que se entregarão sem medos e sem segredos...