Mostrar mensagens com a etiqueta odeteronchibaltazar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta odeteronchibaltazar. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Nova estação

Quero tardes distraídas,
arco-íris no chão.
Quero tapetes de nuvens,
ventos em brisas,
chuva fininha de montão.
Quero sol espiando em cada céu,
borboletas multicores,
passarinhos em seus ninhos
quero flores,
quero néctar,
quero mel...
Agora, fechem todas as saídas!
A primavera já está em minhas mãos...

sábado, 14 de junho de 2008

Te amo porque te amo

Quero te amar inteiro
e, principalmente, te amar com teus defeitos,
porque te amar com tuas qualidades é fácil demais.
Difícil é querer-te com tuas vontades
e desmandos.
Difícil é te adorar com tua mania de dono-do-mundo, de papai-sabe-tudo.
Difícil é passar por cima do teu jeito mandão de ser.
Seria fácil te amar pela tua inteligência,
pelo teu carinho sem fim,
pela tua delicadeza ao me adorar.
Seria fácil te querer pelas flores que sempre me dás, ou pelas jóias que me trazes
mas tem o lado difícil de te querer.
Mas se não fosse essa humana dualidade
já tinha deixado de te amar.
Eu te quero pelo sono inquieto,
pelo biquinho amuado,
pelos repentes de raiva,
pela solidão em que te instalas.
Te quero pelo olhar distraído
e pelo teu jeito sem jeito de me amar.
Te quero pelos teus silêncios...
e te adoro nas manhãs mal-humoradas
e nas horas de enjôo das ressacas.
Eu te amo pela data que não lembrou.
Eu te amo de zorba e meias na hora do amor.
E te quero com suor ou cheirando a banho recém- tomado.
Eu te amo pelas palavras não ditas e pelas palavras doídas da hora da raiva.
É fácil te querer por perto nas horas de chamego,
e nos dias de frio.
Difícil fica estar contigo nas horas dos resmungos e das contas a pagar.
Mas eu te amo por tudo isso e muito mais.
Eu te amo por tudo e ainda me perguntas por que te amo tanto?

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sonho de amor perfeito

Porque ouço tua voz,
meu coração em festa,
descompassado, se agita.
Canto em cores vibrantes,
faço fita,
danço na ponta dos pés
tuas secretas coreografias,
saltito entre as nuvens,
invento histórias,
vivo o real ou a fantasia?
Porque somos nós,
a sós,
insisto,
incito,
excito,
imito,
desminto...
Sou eu ou tu?
Somos um só, concluo...
Somos nó bem feito, afirmo...
E juro de pés juntos:
"Jamais tive um amor tão lindo
dentro do meu peito!
Te amo,
meu sonho de amor perfeito!"

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Depois de tudo

Depois de tudo,
procurei-te pelas cobertas,
pelas paredes,
cheirei saudades,
chorei carinhos,
desnudei peles...
Depois de tudo,
guardei-te em meus olhos,
despi pesadelos,
sofri desejos,
bebi memórias...
Depois de tudo,
desfiei encontros,
e te deixei em mim...

sábado, 17 de maio de 2008

Caixinha de segredos

Guardei minha lágrima
na caixinha
onde guardo o beijo teu.
E cada vez que a abro,
a bailarina dança
tão leve, tão etérea
que esqueço
o amor que se perdeu.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Asas de borboletas

Procurei nos meus caminhos, pistas que deixastes entre as folhas do outono para que eu pudesse seguir em poesias quando não estivesses comigo. Achei em cada gota de chuva uma lágrima caída da tua saudade. Recolhi-as com as mãos em oração, agradecendo aos céus por este amor bendito que, mesmo à distância, mesmo em desencontros, vive de sintonias e estabelece senhas para que a vida prossiga em calmarias.

Sei das tuas madrugadas em vigília, dos dias em agonia, mas sei da alegria e do riso solto que esta paixão nos dá. Sendo assim, por mais que fique longe e por mais que demore, esse encontro já é sabido e comemorado desde tempos imemoriais. Sinto-me livre para dizer aos velhos cadernos ou às páginas dos livros que acompanham meu amor diário, o quanto te amo na minha quietude, que já não é tão solitária assim, posto que estás comigo em pensamentos, palavras, atos e emoção.

E sigo entre noites e dias só por este amor que aquece e faz valer a pena a minha existência. E um dia serei pó em asas de borboletas a pousar nos dedos dos amantes que se entregarão sem medos e sem segredos...

Dores & Amores

Não pensei que doesse tanto uma ausência,
nem sabia que as lágrimas nasciam em dores.
Aprendi que se vão-se os amores,
ficam as tristezas nas mãos espalmadas e ávidas de carinhos.
Fica o vazio na noite sem dormir.
Ficam os poemas que ainda vão surgir.
Fica a melancolia
de uma carta sem resposta no escaninho.
Fica o sonho desfeito
fica a dor no peito
e mesmo assim,
digo a mim mesmo:
- É preciso seguir!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Tecendo saudades

Teci mil saudades em noturnos teares.
E enquanto chorava aqui dentro,
lá fora,
o orvalho umedecia os ares.
Cada gota que caía dos meus olhos
era um ponto a mais
no bordado imaginário
feito com meus ais.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Apetite

Poemas esperam
nas minhas mãos
enquanto
desenho meu desejo
em teu corpo
e o cubro de estrelas e luar.
Deixa que
eu teça os contornos
desta minha fome
e me alimente
de teus sucos
enquanto esta
vontade durar...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

P.S. Ainda te amo...

De repente, dei-me conta
que não devo mais dizer teu nome.
Pode ser que acabe falando alto demais e as gaivotas escutem...
(E és somente sonho, fantasia, quimera...).

Tenho fome deste teu nome
que me faz rir e cantar no chuveiro ou na chuva,
na grama ou no tapete,
na noite ou no sol escaldante.

Tenho sede de beber cada sílaba,
aos goles,
devagarinho pra saciar este meu desejo sem fim.

Então, desenho-o só para mim.

E depois, satisfeita,
dormirei entre os papéis onde te rabisquei.
Só eu... E tu.
E sonharei.
Sem segredos.
Incoerente.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Risco Inútil

Escrevo meus dias
em papéis translúcidos,
sem segredos,
sem mistérios
e sem encantamento algum.
Onde o glamour?
Onde a novidade
onde as fantasias?
Sonhos soltos,
perdidos,
embrulhados em rotinas,
em eternos medos.
Frisson? nenhum...
E em viver sem brilho,
sem fama,
sem lama,
sigo assim,
anônima criatura,
acomodada em ternuras,
invisível,
sem graças alcançadas,
e muitas mil promessas
não cumpridas.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Cor-da-alegria

Em amarelos
meu dia desperta...

E a poesia,
que faz coceiras em meus dedos,
escorre pelos muros cinzentos,
ensolarando minhas tristezas que,
em frias folhagens, se escondiam.

Visto a cor da alegria
e saio,
em saltitos,
afugentando
meus escuros e meus medos.

Hoje,
pelo menos hoje,
serei uma boa companhia.

Eu, em ti..

Ainda tinhas o meu cheiro
e os meus versos,
quando dela te aproximaste.
Ainda tinhas o meu gosto na boca
quando a beijaste.
E foi com meu amor que a amaste...

E não adianta!
Mesmo que rasgues
em pedacinhos
todas as minhas fotografias,
ou mates em ti as nossas fantasias,
estarei tatuada,
para sempre,
nos teus dias.

Encontro demarcado

Não me digas que devo ir-me.

É cedo.

O sol ainda não se pôs

e a lua, preguiçosa, não chegou.

Quero estrelas em meus passos,

quero as luzes das vielas

brincando de esconde-esconde

entre as sombras,

e apagando meus rastros.

Tenho músicas em meus pés

e preciso dançá-las

ao luar.

Deixa-me um pouquinho mais

nos teus braços.

Amanhã já não sei

se poderei te amar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Cantiga para um amor irreal

Contigo,
meus dedos ligeiros,
dividem palavras e acentos,
neste mundo inconsistente:
partitura inacabada
de promessas,
bebidas nas noites insones...
Lugar de solitários arpejos,
afônicos versos,
murmúrios e desejos,
querendo ter asas reais.
Impossível vôo,
impossível reverso,
nessa minha vida
tão cheia de ais.
Fosses um pouco mais
e serias
a minha manhã de sol.
Fosses um pouquinho só a mais
e serias
minha canção em dó...
Mas és tão pouco!
Só quase...
Inda não és,
e não serás, tampouco.
Agora, me vou:
já esperei demais
por este amor sem beijos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Prescrição

Se foste aquele
que em meus dias
espalhou poesia e cânticos,
hoje és a distância
que marca
a seqüência das horas
em agonia.
E o remédio para esta dor,
que marca fundo, sem jeito,
são gotas homeopáticas,
doses mínimas de um certo amor,
(que nem sei se ainda tens)
mas só ele
(só ele!)
fará efeito
bem aqui,
junto do meu peito.
Adianta pedir?
Ou minha voz nem faz mais efeito?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Tenho medo

Inda tenho medo
de dizer teu nome
à página em branco.
Medo de marcar tua presença em definitivo,
medo de quebrar essa paz aparente
que mostro em meus dias.
Tenho medo de abrir gavetas
e encontrar o teu amor
escondido em saudades,
medo de escutar um anjo e seu flautim.
Tenho medo que apareças em vendaval
e habites meus segredos.
Tenho medo de te sentir
e de que mores
definitivamente
em mim...

Vesperal

Se Papai Noel me trouxesse
um cartão,
uma linha,
um risco que fosse,
vindo diretamente
de tuas mãos,
ah, seria,
então,
Natal!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Sonhos, tão somente...

Em sonhos
viajo nas asas
deste amor sem fim.
Só assim,
tenho-te em mim.
Escuta o que digo:
Em sonhos,
te encontro, enfim...

sábado, 24 de novembro de 2007

Cúmplices

Deixei meu corpo
inteiro no teu colo
e quando amanheceu
as estrelas ainda brilhavam
nos olhos meus.
Agora este sol ingrato
me acorda e diz:
"Avida segue,
trata de ser feliz!"
-Posso ir, sim.
Mas não esqueças do nosso trato:
"Quando anoitecer,
sonhamos juntos outra vez.
Escuta o que a noite diz!"