Tenmpo Ambarino
Ah! Prata, que aos teus cabelos enfeitas
Traz-te um brilho - sol a pino - nacarado
Escassos... invernos d'água do cerrado
Inspirando este solo de colheitas.
Perfumas... É o meu Tempo Ambarino
Tornando-o mel de seiva... almiscarado.
E à noite... EU, camuflado e clandestino
Me beijas, como beija um condenado.
São fantasias... Reconheco! Que importa!
Se a Lua em eclipses exorta
Sol de Amor - recusando o anoitecer.
Se me negas teus carinhos... deixa assim!
Um dia, se sozinho... vinde a mim!
Será Tarde! ... Como um dia a morrer!









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