quinta-feira, 15 de novembro de 2007

saber de fato quem sou...

Os meandros costumam acercar-se de meu modo pensar.
Sinceramente não consigo ver em mim
qualquer grau de indeformabilidade,
- no âmago de meu caráter -
que me leve a ser indefectível a ponto de fazer-me abjeto,
e objeto, para tantos outros, de contrariedade...

O fluxo de minhas intenções não revela um grau tamanho
de tão portentosa retitude,
que faça-se tão cabal a ponto de arquear, cimbrar, nos outros,
o equilíbrio normal de suas atitudes.

Paraliso-me inserido num paralogismo
e procuro lobrigar em mim, alguma inclinação
de provocar procelas e cismos...
sinceramente, por mais que tente,
eu não me concebo dono desse negativo dom.
Não julgo haver tanto material excrescente
que chegue a infiltrar-se no ar,
a ponto de prejudicar, forma crescente,
os que de mim se acercam, ou tentam se aproximar.

Sinto que as luzes se apagam antes pra mim...
sinto que os dias, quando irradiados em nos vários movimentos,
pra mim estabelecem um mais rápido fim.
Fazer o quê?
Resta-me reexplicar-me, redesenhar-me,
retornar ao que fui,
buscar no cerne dos meus quereres o que se passa, e se passou,
e novamente, redescobrir-me...
saber de fato quem sou...