quarta-feira, 14 de novembro de 2007

nos motivos simples,o que de melhor se faz crescer poesia...

Quem arranca do meu peito fortes razões
para viajar modo sereno ou arfante sou eu...
quem se encontra nas letras das suaves canções
que mesmo demolidas, denegridas, chegam ao meus ouvidos,
sou eu...

Mas quem se agarra à poesia,
para engalanar-se com galhardões de glória
por certo já perdeu-se do dia
e agora enfrenta na noite, a sua verdadeira história...

Sinto que desgarro-me do meu eu
à medida em que procuro bordar meu versejar.
É algo assim desmedido,
que mesmo conjugado em tempo combalido,
tenta em frêmitos, chegar a um objetivo de clarear
um ponto definido, simples, comum,
e perde-se pelas estradas de lugar nenhum...

Invejo as flores, mesmo que não queira.
Invejo as cores, mesmo que não queira.
Invejo os de coração puro
pois que ao invés de quererem pincelar
de inverdades o que se faz obscuro,
deixam que as sequelas voem livres,
pois esta insone vida meio que deserta
faz parte da parte mais íntima do poeta.

Vejo poesias, várias poesias...
Vejo cantares, vários cantares...
vejo feridas disfarçadas porém abertas,
indícios de hipocrisia...

Ah meu Deus!
Como eu queria que versos e rimas traduzissem
no todo de nosso bojo,
todas as verdades que pululam em nossos seres
como fossem cantares ávidos de serem ouvidos...
Como se fossem poetares realmente inseridos
no prazer de escrever para descrever
o que os olhos de realmente ver,
querem vislumbrar, traduzir, inserir,
no tempo mais simples do verbo viver...