quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Morte

O mundo morre quando é noite,

dizem que a lua não tem vida,

quando estou triste,

não posso sorrir, nem ela, a lua.





Amanhece um amanhã na vontade,

bate o sino na igreja do cruzeiro,

hoje não tem missa, a morte rondou a noite,

na madrugada a chuva foi de sal.





Espero não partir tão cedo,

nos olhos carrego desejos de prosperidade,

espero a felicidade que não vem,

caminho solto enquanto puder ir.





Espero outra noite pra morrer de amor,

as palavras são apenas promessas,

as pessoas vendidas, o preço? Nada!

Não sabem do amor, não sabem da vida.





O mundo morre quando é noite,

quero voltar a ser manhã no alto da torre,

enquanto o sino chama pra missa de domingo

volto os olhos, e a vida se apaga lentamente.