sábado, 3 de novembro de 2007

Fecham-se as cortinas

Muitos dias nascidos sobre o encanto do sol e maestria da bela natureza, através dos pássaros, flores, borboletas.

Dias apresentados a nos, que às vezes passam despercebidos e que deles, mesmo tendo convivido com seres de encanto, só sabemos dizer: Nossa! estou cansado!

Esta magia faz-se ao nosso redor por seres que mantém o domínio sobre o ar, terra , mar...

Somos meramente hospedes, mas sempre agimos como senhores proprietários, demorando a entender que tudo que possuímos é feito em cima da própria terra e, se formos buscar o proprietário original, certamente ele não estará nos livros de cartórios, mas terá força suficiente sob seu comando para provocar até mesmo os terremotos.

Assim é este viver. Aqui chegamos e, pequenos e frágeis, tomamos estradas de desenvolvimento.

Com o passar do tempo, muda-se logo nossa posição que, de pequenos apoiados, passamos a ser os responsáveis até mesmo por nossos genitores. Crescemos, fazemos família e, no futuro, o mesmo trajeto se repete.

Chega um dia em que algo, ainda desconhecido, diz: Chega!

E então, fecham-se as cortinas e lá vem a morte, esta senhora que muitas vezes apresenta-se como injusta e dolorosa, não nos permitindo uma chance. Retira-nos aquele a quem tanto amávamos e, certamente, no futuro não seremos poupados...

Seria ela tão forte?... Seria o fim?... Ou seria, por fim, a vida a grande vitoriosa?

Afinal, sem a própria vida, ela, morte, nada teria a fazer, através destes dias que fazem a historia de cada qual. Muitos jamais são apagados da memória.

Às vezes, não só por um grupo de pessoas, mas como de povos de diferentes nações, os chamados santos... Ou mesmo lideres humanitários e espirituais, enfim...Os bons.

Aí esta o ato da vida! Sendo tão forte, que nem mesmo ela, a toda poderosa, apaga. Existem, ainda, muitos, com a certeza de que até ela, a morte, é a continuação da vida, o que nos fará eternos operários do amor em busca de nossa evolução, luz e paz

Aceitemos, enfim, mesmo com a dor, estas separações momentâneas...Possamos estar sempre alertas à deixar para todos, flores, encanto, doces lembranças...