sexta-feira, 16 de novembro de 2007

eu os sinto chegar...

A gente perspassa diversos planos.
A gente os sente,

e eles se fazem chegar...

Pena que em sua caminhada serena

eles percebam que as almas continuam

pequenas...



E como justificar esse modo de ser e estar?

O entendimento profícuo

faz-se inócuo,

por força da falsa arribação.

Nada se desloca no ar,

embora eles entendam que esse movimento

fizessse-se preciso

para que de um modo inciso,

todos se descobrissem como verdadeiramente são...



Mas eu os sinto chegar.

Não sei se todos sentem...

eu não escrevo apenas para justificar

o meu falar...

meus olhos jamais mentem.



Mas como as histórias se fazem embutidas,

mal guardadadas, empedernidas,

o que lhes aguarda é o decifrar

de após tanto voar,

a mesmice continuar por aí

a caminhar a esmo...

e o coração em termos de sentimentos

perdido num lugar ermo,

e não no remanso encantado

que muitos julgam conhecer

mas sequer dele, ouviram falar...



Mas eu os sinto chegar...