sábado, 10 de novembro de 2007

Desgastados sonhos

O sonho ainda é o mesmo,
sempre esteve lá e permanece,
não importa o tempo que passe,
permanece no mesmo lugar.


E os olhos meu Deus...
é o mesmo olhar resignado,
o mesmo tom de abandono,
do piche da estrada gasto,
da cor do tempo ambarino.


E o negro dos sonhos refletidos,
no olhar do mesmo sonho retido,
conserva no tempo desgastado,
as lembranças ainda presentes.


Ruínas que ainda estão presentes,
conservadas vivas na memória,
apenas o tempo acusa o desgaste,
nas marcas que registra o passado,
dos olhos na negritude de um sonho.