sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A Criança Luz

Como diminuir a violência que se mostra tão visível em todos os lugares do nosso planeta?
Está tão difícil a gente conviver com uma imprensa que sempre prioriza as notícias tristes de assassinatos, roubos, corrupção, mesquinharia, vulgaridade.
Como se tudo isso fizesse parte da natureza humana e não pudesse ser diferente.
As crianças de hoje se acostumam com as cenas de dor, que vêem na televisão a todo instante, como se viver fosse apenas sofrer.
E sabemos que isso não é verdade.
Deveríamos viver de forma mais simples, procurando ser feliz, ajudando o outro a também o ser e respirando uma atmosfera de mais compreensão, amizade e cooperação.
Mas, infelizmente, não é assim que estamos vivendo, como família humana.
Particularmente, eu acredito que podemos construir um mundo interior pacífico e que assim estaremos dando nossa grande parcela de ajuda ao mundo.
Parece que isso é muito fácil e até cômodo demais, mas não é.
Viver serenamente no meio dessa correria, sob a pressão de trabalhos que a maior parte das vezes não temos tempo hábil para concluir, convivendo com parceiros mal-humorados e insatisfeitos, não é nada fácil.
Mas precisamos tentar.
Se temos valores diferentes, se acreditamos na paz e na essência amorosa que habita cada ser humano, podemos exercitar um viver diferente.
Quando os problemas se avolumam e a tristeza tenta inundar o meu coração, lembro-me de onde estou inserida, num universo amoroso, onde pela respiração mesmo eu entro em contato com o equilíbrio e a paz.
E me entrego, pedindo ajuda e força para continuar, de forma coerente, com minhas crenças.
Como a criança pura e confiante que existe em mim, aquela que aceitou encarnar, mesmo sabendo tudo que iria enfrentar.
Como ela me ajuda!
Entro em contato com ela e me sinto harmonizada, inteira, centrada.
Pois ela é meu lado mais coerente, mais confiante, mais saudável.
Tem um retrato de você criança, não tem?
Ponha-o num local visível, onde possa sempre ser olhado e veja o que vai lhe acontecer...
Como no fim de tudo, somos seres únicos e solitários, acho que precisamos nos ajudar, para podermos ser de alguma ajuda para alguém.
Se continuarmos esperando que outras pessoas nos façam felizes, que a sociedade se organize, que os nossos amigos e familiares nos resolvam os problemas, estaremos sempre nos decepcionando, pois todos eles também, em sua maioria, estão esperando o mesmo de nós...
Mas, em conexão com o centro amoroso que habita em nosso ser mais profundo, nos alimentamos, nos fortalecemos e passamos a habitar um mundo interior muito mais pacífico, amoroso e cheio de realizações verdadeiras.
Sem com isso deixarmos de conviver com tudo o que se manifesta neste momento, em volta de nós.
Na verdade, é aparentemente como se vivêssemos em dois níveis ou mais, ao mesmo tempo.
Indo ao centro de nossa alma, para nos alimentarmos e expressando no meio externo, de forma mais verdadeira, o que realmente somos.
Esta é a verdadeira ajuda que podemos dar, a nós mesmos e aos outros!
Sei que é um caminho aparentemente simples demais, pode até parecer brinquedo de criança, e é!
Pois nosso lado criança sabe, de forma totalizadora, porque sente e não explica.
Vive, e não faz de conta.
Comunica, e não diz o que não sente para se esconder da verdade.
Confia, ou não encarnaria, sem saber se seria aceito, se seria realmente cuidado, se sobreviveria.
Basta olhar um bebê para sentir a confiança que tem na Vida...
Se for abandonado, não permanece por aqui, desencarna.
O Amor nos ampara, nos rege, nos orienta, nos embala e nos habita.
Se confiamos nisso, mais e mais, nos sentimos felizes, apesar de tudo que poderá nos acontecer.
E estaremos melhorando o nosso planeta.
Espalhando uma esperança, plantando uma flor de pureza no solo das almas que encontrarmos pelo caminho.
Estaremos sendo e iluminando o caminho por onde passarmos.
Imaginem isso multiplicando-se, cada vez mais...
Quantas luzinhas, que Luz tão grande, clareando as sombras e festejando a Vida!