sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Cor saudosa do esquecer

Tanto tempo é passado.
Rolei, hora a hora, a vida negando,
Com a imaginação vaguei.
Como uma folha ao vento
pelo mundo afora rodopiei

Com os suspiros presos nas janelas
de minha alma, toda eu choro.
...Lamentável!
São tantas as tristezas,
Me sinto miserável!

Não disfarcei, suspirei apaixonada
lembrando das manhãs aquecidas
pelos teus braços,
do amor durante o dia
e das noites de beijos e afagos.

A mosca presa no mel: a marca permanece.
A vida não me deixou perceber
o retorno da primavera.
Tingi minhas tardes de ouro-outono
cor saudosa do esquecer!