domingo, 11 de novembro de 2007

Através do tempo...

Num sono profundo cai... submergi...
Um sono de séculos talvez, quem sabe...
Nasci.. cresci... me encontrei e me perdi,
Demorei demais... cheguei muito tarde...

Enquanto a vida seguia seu natural curso,
Minha inocência, da boneca via o encanto,
Mas teus passos já percorriam o mundo...
Enfrentando a lida, engolindo desencantos...

Minha vida... era pula... sobe e desce...
A tua... era seriedade... luta já travada...
De manhã eu vestia da escola, o uniforme
E tu... tu... já vestia terno... e gravata....

Depois... depois cresci, deixei-me confundir,
Perdi-me em tantas veredas e desencontros...
Tua vida... já era árvore de profundas raízes...
Pé fincado na terra, coração entre escombros.

Os tapas da vida... feriram-me o rosto...
O coração se negava a outra vez amar...
Um cupido levado da breca.... com o tal
Amigo destino... Fez-me te encontrar...

Minha alma liberta... foi a tua acariciar...
A magia do teu verbo... chegava para ficar,
O sol quente... deitou-se sobre a lua nua...
As estrelas no céu, começaram a cintilar...

Já não havia tempo... e nem espaço...
Só dois corações no mesmo compasso,
Dois seres sem freio... sem amarras...
Colados no louco beijo... e no abraço!...