segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Sem Lógica

Às vezes me confundo

Com o meu próprio pensamento,

Ouço da minha alma um certo lamento.

Acelera-se descontrolado o meu coração...

Algo parece viver comigo à contra-mão,

Vivo do inesperado, da incerteza...

Há uma alternância de beleza

E de ilusão...



Ser poeta não e tão bom, assim...

As nuvens lhes dão saudade.

Os rios são artérias que levam a hemoglobina,

Que alimenta a vida da natureza...

O poeta é natureza - é, também, vida,

Tem artérias e veias escarlates,

Seu líquido gira em simetria,

Não vira mar, somem... No adeus.



O poeta faz versos

Não se preocupa com a lógica,

Porque é outra a sua realidade...

Acredita que nada é analógico

É-lhe duvidosa, até a realidade...

Não há uma pura verdade,

Quem fala é a sua alma

Não é a razão...

Talvez não seja nada...