Sem Lógica
Às vezes me confundo
Com o meu próprio pensamento,
Ouço da minha alma um certo lamento.
Acelera-se descontrolado o meu coração...
Algo parece viver comigo à contra-mão,
Vivo do inesperado, da incerteza...
Há uma alternância de beleza
E de ilusão...
Ser poeta não e tão bom, assim...
As nuvens lhes dão saudade.
Os rios são artérias que levam a hemoglobina,
Que alimenta a vida da natureza...
O poeta é natureza - é, também, vida,
Tem artérias e veias escarlates,
Seu líquido gira em simetria,
Não vira mar, somem... No adeus.
O poeta faz versos
Não se preocupa com a lógica,
Porque é outra a sua realidade...
Acredita que nada é analógico
É-lhe duvidosa, até a realidade...
Não há uma pura verdade,
Quem fala é a sua alma
Não é a razão...
Talvez não seja nada...









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