segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

PALAVRAS E PROMESSAS PASSAGEIRAS

Não fosse esta vontade ferrenha
de viver, mesmo em meio a esta
tormenta que o amor nos presenteou,
teria cometido um desatino..


Nos áureos momentos, quantas
promessas, quantas palavras de
felicidade, as quais, acabaram perdendo
o sentido pela ação do tempo...


Aos poucos, como gotas homeopáticas,
foi desaparecendo a razão de ser,
e tudo começou por falta de tino, assim..,
assim como brincadeiras de meninos.


E depois, bem, depois saímos conspurcados
e atordoados pelo impacto do petardo,
e então, caminhamos apressadamente em direção do abismo..


Resvalamos nas profundezas da alma,
e agora, prostrados donde não sei
se levantaremos, contemplamos
no escuro a felicidade que jogamos fora,
somos, árvores perdidas nas planícies..