nossos guardados...
No suposto gesto manifesto e louco
onde semi-soltos,
colocamo-nos entre nossos guardados,
existe um quê de salobro...
um quê de salgado,
no que se mostra declarado,
contando-nos via alfarrábios
as fases soltas de nossas vidas...
e as vontades que presas,
não conseguiram
vencer desafios e lidas...
nossas remembranças
dançam,
adentram-se pelos nossos
intervalados guardados.
Nossas vontades,
amorfas na lembrança
tomam forma e corpo,
e ei-nos,
como há dez mil anos atrás,
procurando ansiosamente
por nossos projetos de paz.
Alguns os consideram apetrechos...
alguns evitam admitir tê-los.
Mas em verdade somos o somatório
do que construímos...
por isso às vezes, crescemos.
Por isso às vezes, sumimos.
Os segredos,
os nossos casos mal contados,
de forma clara abrolham-se,
entre os espaços
de nossos guardados...
por que não admiti-los
no emaranhado,
de nossos objetivos sonhados?









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