sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

MINHA MÃE

Lembro-te, Mãe, revendo a nossa casa...

O pequeno jardim, o poço, a horta...

O vento brando que transpunha a porta,

Afagando o fogão de lenha em brasa...

Esfregavas a roupa na bacia...

Eu ficava na rede, aos teus desvelos...

Depois, vinhas beijando-me os cabelos,

A embalar-me, cantando de alegria.

Dorme, dorme, prenda minha,

Dorme agora, meu amor,

És a jóia que eu não tinha,

Prenda minha, minha flor!...

Lá no Céu tem três estrelas, prenda minha,

Todas são de prata e luz...

Lá do Céu você me veio, prenda minha,

Por presente de Jesus!...

E lá se foi o tempo, ante as mudanças...

Cresci, fiquei rebelde... Estradas novas...

Entrei no mundo grande, em grandes provas,

Carregando saudades e esperanças...

Hoje, volto a rever-te, mãe querida!...

Quero dizer-te, em minha gratidão,

Que és o amor sempre amor em minha vida,

E a própria vida de meu coração.