lavando a alma...
Sequer iniciei minha canção de amor
e eis que sob a chuva, fiz-me...
flexibilizei-me feito vime
e deixei-me abluir pela água
que não se fez densa,
pois que não traz nódoas, ou mágoas...
Sequer iniciei minha intenção de amar
e eis que em meu corpo molhado, revi-me...
lá do meu mirante, bem do cime
podendo assim descobrir-me...
Sequer dei vazão à emoção de poder me dar
e eis que corpo absterso, do pó, abstive-me...
não como um viajor qualquer, a deus-dará,
mas sim como um ser que saberá caminhar
mesmo que as trilhas se apresentem rudes...
No frescor e força do que se espargiu natural
pude sentir a sensação de estar lavando a alma...
pude saber que sou capaz, absolutamente normal.
Pude perceber que sou apto a ser-me, amando.
Pude perceber que a natureza me abarca
de forma meiga, suave, cantando...
Foi assim,
insisto em dizer, contar, recontar...
foi assim que me vi,
livre a deixar-me levar...









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