jamais se fragmenta...
Conservo-me...
caminho pelas calçada planas
das vias plenas,
de novidades...
Amadureço-me...
sequer me endureço
quando percebo olhares,
que me lançam faíscas
como se pudessem impingir-me azares,
pois que fixo-me em viagem, mar aberto,
- enquanto sonho, faço-me -
fechando os olhos, plasmando reflexos...
e é nesse ir e vir,
independente do que obsta minha caminhada
é que encontro, trasgos de paz...
é onde eu sinto, que meu querer nunca se esvai.
São sensações que moram em mim
como tudo o que se faz afim,
e jamais se fragmenta...









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