sábado, 9 de fevereiro de 2008

ir e vir...

Ir e vir...
abrupto seguir
sob céu cinzento.
Cresci.
Estou mais para vir
na ilusão que invento.

O desuso dos meus sentidos,
fazem-me sentir os doridos
e profundos lamentos...
oriundos dos meus já desgastados
e macerados sentimentos...

Ir e vir...
estagnar, se repetir.
Pulo sobre a cancela
e fecho-me em minha etérea cela,
até que posssa redescobrir
o que me define,
enquanto a poesia faz-me saber que ir
é uma questão de fugir...
e o vir é uma questão de abarcar
o que ainda em esperança,
pode luzir,
mesmo sob céu acizalhado e cinzento.

Já não consigo doirar a ilusão que invento...
o vento fêz-me sentir
que seguir,
seria crescer com e no sentimento.

Ir e vir...
eterno prosseguir,
mesmo que a razão
adormeça...