domingo, 10 de fevereiro de 2008

Invoco o Louco

Arrebente as algemas da alma e transpasse o universo
Você é transparente e puro, como o licor dos lábios
Que transborda nas torrentes de paixões sedentas.

Corte o cinto, que te amarra as colunas e venha
Decifrar o indecifrável de meus pensamentos belos
Onde encontro a razão, sem razão, para pensar.

Voe sobre campos minados e ria ao sabor do vento
Soprado em sua face morena de sol, translúcido
Arrebatando os raios perdidos de seus olhos meigos.

E ao fim de tudo, revira os pensamentos alheios
Procurando um fio de uma conversa secreta e sadia
Para pousar suas asas grandes e olhar com serenidade.