domingo, 10 de fevereiro de 2008

AMOR, A CHAVE SECRETA PARA O CÉU.

Certo dia uma criança visitou um mosteiro onde havia um lindo templo, as imagens brilhavam como o ouro, certamente eram todas revestidas desse precioso metal. O altar onde eram celebradas as cerimônias religiosas era incrustado de pedras preciosas dos mais variados tons de cores e valores materiais.



Em um banco próximo ao altar, havia alguém ajoelhado em um gesto de oração, nenhuma voz se ouvia daquele homem, mas seus pensamentos pareciam gritar pronúncias desesperadas, agoniadas de sentidas dores.



A criança chegou-se próximo ao monge e disse-lhe:

É o amor! A chave que o senhor procura é o amor, só ele pode abrir a porta do céu, só ele indica o caminho que conduz a verdadeira vida.

O monge assustado olhou para a criança e sem saber o que dizer, apenas lhe perguntou: Você ouviu meus pensamentos?

Sim, respondeu-lhe, ouvi e vi sua agonia produzida pela fome de amor, vi seu coração desesperado, querendo uma porta abrir, e eu sei em qual porta o senhor bateu, mas eu lhe digo, nessa porta não adianta só bater, o senhor tem que levar a chave para abri-la, cuja chave brilha, mas não é ouro, é suave, mas não é pluma e o seu valor, nenhuma riqueza deste mundo pode superá-lo.

Eu ajudei construir esse altar, respondeu-lhe o monge! Como vê, ali tem ouro puro, pedras valiosas de incalculáveis valores, por que não estaria ali a chave que procuro, para abrir a porta do céu?

A criança sorriu respondendo-lhe, valores materiais não abrem a porta do reino de meu Pai, aí está a chave que o senhor procura, apontando o dedo para o coração do monge, de cujo dedo emanou uma centelha de luz, produzindo uma visão jamais vista por qualquer ser humano.

Algum tempo depois, alguém encontrou o corpo do velho monge inerte, sem vida, mas seu rosto parecia transmitir uma intensa alegria.



Quantas vezes visitei templos, cujo interior, ornamentados e enfeitados com pedrarias riquíssimas, quem sabe, também, de incalculáveis valores. Mas olhando para o espelho de minha alma, vi que ainda não encontrei templo mais belo, mais rico e cujo altar está constantemente ornamentado pelo amor, a chave secreta que abre a porta do céu. Eu sei que um dia devo me ausentar permanentemente deste templo, mas hoje ainda tenho que por ele zelar, por que é ele que abriga o altar de adoração de Deus.