segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

ALMA DE MINHA ALMA

Laço! que me absorve em adoração
acolhe destas searas aquele tom
tangendo as videiras, sem ou com
as notas derramadas naquela estação.

Vermelha seda que a ti me prende
turvando o rebelde manto do inverno
é na tua oferta que em amor hiberno
minh'alma que dos chãos já se ascende.

Serena a luz que acena à esta serra
e envolva no incenso o céu cinzento
beijando o rio e também a minha terra,

e ao cobrir os girassóis deste remanso
lavre-se então no dourado firmamento
a minha vida deitada à tua neste acalanto.