quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

eterna primavera..

Flor viva,
representante ativa
de formas suavemente impulsivas,
que prospera...
passeio pelas estações do tempo
de forma mansa no vento,
mas me agarro à primavera
como se tudo o que se transforma,
reina e toma sua melhor forma
quando às flores se alia...

Rasgos de sol luzem...
lufadas de ar frio
trazem em seu algor,
sentimentos e momentos arredios...
e a chuva?
Quando sob forma de tormentas
atordoa, atormenta...
E as folhas quando viajam?
Deixam-nos um gosto na boca
de uma viagem a revelia...
como se um dia
fosse apenas mais um dia...

Inseridos nas estações,
delas vivo,
nelas nascituro,
faço-me futuro redivivo...

Inventando emoções,
faço-me elemento não passivo...
dinamizo...

Mas como queria
- se o Pai assim o permitisse -
estar sempre incluso em todas elas,
como parcela, trasgo de matéria...

mas quer saber?
À vera?
Queria mesmo, fundo d'alma,
ser uma eterna primavera...