sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Tempora Muntatur

Queria agarrar o mundo.
Acondiciona-lo.
Toma-lo como um refrigerante.
Assim esqueceria que existe
Um tempo lógico
Para que as coisas aconteçam,
Numa triste herança dos tempos.

É questão de sobrevivência
Querer ver um fato consumado.
Situações resolvidas,
Ou falar mais do que a língua.

Mas, verifico estarrecida que
Os tempos mudam!
A pressa de ontem
Já nada significa...

És um balde de água fria
Em meus medos.
Contigo fiquei sabendo
O que é viver no pênsil...

Me mostrastes e aprendi
- A duras penas -
Que o tom da vida
É que não tem tom nenhum!

Aceitei e passei a viver melhor
Que entramos nesta relação
Sem qualquer bagagem.
Cruzamos as portas de mãos limpas,
Espero ser mais fácil
Achar a saída.