sexta-feira, 9 de maio de 2008

VERDADEIROS PAIS E MÃES

Só se é mãe se se engravidar? E a mulher que não engravida? Nunca terá a oportunidade de ser reconhecida como mãe? Discordo da aparência da mãe grávida tão propalada no dia das mães! Quantas vós, tias, irmãs, amigas deixam de viver sua vidinha tranquila, por opção de não se relacionar para ter filhos e fazem uma parceria silenciosa com a mãe de um ou mais filhos dos outros?
Tais parceiras conversam, orientam, cuidam, trocam fraldas, alimentam, às vezes até mais que a mãe que gerou. Isto, sem falar da mãe que abandona, que desfaz, que por motivos vários não quer o filho.
Reconheçamos enquanto é tempo a mulher mãe: aquela que cuida da mãe já velhinha, que ajuda crianças e adolescentes nos orfanatos, que lava, passa, cozinha, cose, limpa, ajuda nas tarefas domésticas, cuida para que o ser cresça feliz e sadio.
A verdadeira mãe é uma cuidadora nata. Responsabiliza-se até pelo que não pertence a ela.
Recentemente li o livro: "O que aprendi com minha mãe". Surpreendeu-me ver tantos filhos adotados pelo coração, amadíssimos, cuidadíssimos. Por isto a imagem da mãe grávida, exceto um quadro que vi de Nossa Senhora grávida, arte lindíssima, não é o verdadeiro símbolo para função amorosa tão genial!
Abnegação, poucos a tem. O que falar da dedicação, então?
Repensemos e elogiemos todas as mulheres e pais que exercem maravilhosamente a função de mãe: verdadeiros: Pães (pais e mães)!