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quinta-feira, 16 de julho de 2009

POEMA DA ESPERANÇA EM UM MUNDO MELHOR

Aquele momento de dormência
em que nada e tudo estão a acontecer,
são momentos de pouca eloqüência,
em que viver, sói revivescer...

É aguardar o esperado e o inesperado,
rezando para que Deus proteja o bem fazer,
querendo que a paz reine ao nosso lado,
e que o medo, se afaste do bem querer...

Assim, gentes caminhando lado a lado,
animais protegidos, defendidos e bem guardados,
são o mundo sonhado do amanhecer...

Falta-nos pois o bom senso almejado,
a maldade enterrada e dissipada de todo ser,
para que o momento da interrogação,
de bom tom, realmente vejamos nascer.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

BORDADO

Encontro pedacinhos de você
no meu computador
tento juntar tudo isso
e curar essa imensa dor.

Não consigo, leio
seus e-mails antigos
buscando as conexões
costurando as razões

dos nossos desacertos.
Cada ponto da costura
remenda ou separa as partes
do escuro da situação.

Tento , então bordar
em flores lindas
tudo o que já passou
e vejo na minha e na tua alma

Só pedaços do que ficou:
restos de flores, folhas, frutos
saborosos, pêssegos em sua boca
cheiro de mato, de capim molhado,

barulho de chuva no telhado.
Cheiro de curral de fazenda
redes que balouçam solitárias ao vento.
E um frio interior "danado"

me assola o pensamento
e o corpo se encolhe, com medo,
inseguranças, incertezas,
e do coração...não vem nenhum conselho

pra suportar o maltrato
no seu sentido lato.
E minhas mãos procuram as suas
e só encontram o escasso

vento sul, que traz a brisa morta
do amor desesperado
solitário, no último suspiro.
E choro por não ver mais o seu rosto
nesse meu bordado.

E como sangra e sua o infeliz coração
que só queria entender de amor e de paixão
que só queria ser feliz,
juntando tecidos de reposição

emendando a auto-estima
de uma vida em solidão.
Buscando o companheirismo
na contramão

da idade e de uma vida
que não nasceu pra ser feliz
mas o destino repete a lição:
"você é um eterno aprendiz

E quem sabe , se outra vida houver
sendo homem ou mulher
você poderá terminar sua costura
seu bordado, sua escultura

em uma vida de ventura
porque não foi dessa vez
que Deus lhe deu a permissão
pra sair dessa prisão

Deixe o bordado incompleto
esperando o rumo certo
até outra ocasião
quem sabe ainda nessa vida

você encontre a pessoa querida
que lhe responda: O que é o amor?
Com uma certa precisão !"

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Propósitos

Finalizemos o ano com as consciências ampliadas pela aprendizagem adquirida!
Que não tenhamos vergonha, nem nojo de recolher uma garrafa de plástico e jogar na lixeira mais próxima,
respeitando o meio ambiente!
Tenhamos coragem de falar com o desconhecido e chamar a atenção pelo lixo jogado no chão!
Iniciemos o ano plantando uma árvore, reconstruindo o mundo original;
Que haja mutirões de solidariedade: doando um livro, ensinando a escrever, levando alento aos doentes nos hospitais,
auxiliando uma creche, um asilo, enxugando uma lágrima, apoiando os demais...
Façamos o poema da bem-aventurança, compreendendo: o silêncio evita desentendimentos;
a coragem dá forças extremas, apliquemo-la incentivando a construção de um mundo novo!
O principal aniversariante de dezembro faria esta lição se estivesse aqui, na passagem do ano:
vestir-se-ia simplesmente, dividiria entre os pobres o que possuísse,
não levantaria falso testemunho, não magoaria, não usaria de ironias, nem deboches...
Assim como transformou água em vinho, transformaria comportamentos dando exemplos
de humanidade, bondade, respeito, solidariedade, trabalho!
Espelhemo-nos nele!
Construamos a PAZ!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ANTE AS TEMPESTADES

Quando vai cair a tempestade,
a natureza escurece, o vento varre as folhas
tudo se prepara para receber o aguaceiro!
Este chega calmamemnte ou arruaceiro...

Passado o susto, a correria, os trovões, o medo,
a natureza arregaça as mangas,
volta ao trabalho profícuo, acudindo toda idade,
tudo limpo, calmo, o ar rarefeito...

Assim deveria ser conosco, alunos do tempo:
ante as tempestades da vida, recebê-las
na sobriedade e tranquilidade do momento;

No entanto, perdemos a paciência, choramos,
desesperamos como se fôssemos resolver o incidente...
Aprendamos com a natureza, a ser pacíficos e resistentes!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

AMANDO UMA ÁRVORE

A velha jabuticabeira, palco das minhas artes circenses não está mais lá. Emociono-me ao sabê-la derrubada! A cidade cresceu muito e o pomar de meu bisavô foi dividido em lotes e vendidos para construção de casas.
Minhas histórias, agora, só pertencem a mim. Não tenho com quem compartilhar meus medos, minhas ousadias, minhas criancices....
Sempre pedi a ela para não morrer antes de mim, para eu não me entristecer...longa existência humana, breve existência das árvores. Eu a queria como um cedro, ou carvalho velho, destes abandonados em fazendas, com tantas narrativas em cada célula rugosa de velhice. Mas não, derrubaram-na! Aliás, já disse e repito: não reconheço mais a rua da minha infância: tem mais sobrados que gente morando!
Quando minha jabuticabeira era jovem e eu menina, eu me dependurava em seus galhos, ou subia até as pontas mais altas. Lá em cima, as jabuticabas eram mais doces e maiores. Certa vez, resolvi brincar de cirquinho, joguei o corpo para baixo, como os trapezistas fazem, o galho quebrou e as dores nas costas foram lancinantes. Aguentei calada, se não apanhava por tanta travessura.
Eu dizia a ela, ao ficarmos sós: quando morrer, quero que me enterrem sob você, como vejo nos filmes americanos! Americano não tem medo de fantasma, enterra seus mortos no quintal da própria casa, conversa com as lápides, e cuidam dos túmulos com tanto carinho... Quero ser seu adubo e viver abraçada ao seu tronco! Hoje eu diria, quero viver abraçada ao seu espírito. Ou então: onde estão os troncos cortados de você? Quero um deles para pôr na minha casa e em estado de tristeza, ficar sentada sobre você como uma preta velha, inspirando sua fortaleza.
Mas, minha árvore se foi, a predileta, a que tinha jabuticabas do mato, selvagens, que faziam ploc ao estourar a casca e o sumo doce escorria por minha boca à dentro, e sinto vontade de chorar; e uma raiva oculta do progresso, uma faca de dois gumes, melhora algumas vidas, e destrói a muitas!
Estive na Disney, ano passado! No Animal Kingdon há uma árvore que chama a atenção, feita de fibra de vidro, com animais no tronco em alto relevo. Bonita, viu? Porém, jamais, em tempo algum, se equipara à minha jabuticabeira, ou qualquer outra árvore brasileira. E, se não cuidarmos com carinho de nossa consciência crítica, em pouco tempo só teremos árvores de fibra de vidro! Que Deus nos livre e guarde desta irresponsabilidade!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

VERDADEIROS PAIS E MÃES

Só se é mãe se se engravidar? E a mulher que não engravida? Nunca terá a oportunidade de ser reconhecida como mãe? Discordo da aparência da mãe grávida tão propalada no dia das mães! Quantas vós, tias, irmãs, amigas deixam de viver sua vidinha tranquila, por opção de não se relacionar para ter filhos e fazem uma parceria silenciosa com a mãe de um ou mais filhos dos outros?
Tais parceiras conversam, orientam, cuidam, trocam fraldas, alimentam, às vezes até mais que a mãe que gerou. Isto, sem falar da mãe que abandona, que desfaz, que por motivos vários não quer o filho.
Reconheçamos enquanto é tempo a mulher mãe: aquela que cuida da mãe já velhinha, que ajuda crianças e adolescentes nos orfanatos, que lava, passa, cozinha, cose, limpa, ajuda nas tarefas domésticas, cuida para que o ser cresça feliz e sadio.
A verdadeira mãe é uma cuidadora nata. Responsabiliza-se até pelo que não pertence a ela.
Recentemente li o livro: "O que aprendi com minha mãe". Surpreendeu-me ver tantos filhos adotados pelo coração, amadíssimos, cuidadíssimos. Por isto a imagem da mãe grávida, exceto um quadro que vi de Nossa Senhora grávida, arte lindíssima, não é o verdadeiro símbolo para função amorosa tão genial!
Abnegação, poucos a tem. O que falar da dedicação, então?
Repensemos e elogiemos todas as mulheres e pais que exercem maravilhosamente a função de mãe: verdadeiros: Pães (pais e mães)!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A DOR NUNCA É MINGUANTE

A lua me espreita pela noite à dentro
Sofro dores no peito, ela é meu ungüento,
traço com as mãos o lugar dolorido
e ela manda seus raios em desalento...

Sabe que os machucados não tem cura,
que massageia o ego cruento
o consciente o o inconsciente feridos
e que o desejo é única verdade, e pura...

A lua me observa, como me vê o sol poente,
as estrelas, as águas, as montanhas,
as flores todas, o girassol que me acompanha...

As gentes me vêem e não sabem:
dentro deste peito a dor é constante
tem fases como a lua e como ela... é amante!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

BUSCAR DEUS EM TODA SUA CLARIDADE

Destravar a língua,
limpar as mãos,
desentocar o coração
agilizar as pernas,
desembaraçar o pensamento...

Um novo homem,
um novo planeta,
uma corrida ao verdadeiro eu,
um afago que cura o mundo
imaginar a beleza e ir fundo

Com a voz falar só o bem
lutar pelos verdadeiros valores
participar da corrida das virtudes...

Com as mãos fazer a caridade necessária:
à criança educar
ao jovem ser exemplo,
ao velho cuidar, ouvir, amar...

No exercício do coração
aprender a amar, amar, amar
sem exceção...
Perdoar setenta vezes sete
cuidando de não impôr condição!

Aproveitar que as pernas se locomovem
para viver com intensidade,
agradecer a Deus tal facilidade,
ser útil com educação e seriedade!

Com a mente ser otimista,
desenvolver a informação,
ensinar sempre a verdade...
Pois a verdade verdadeira existe:
é Deus em toda Sua claridade!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O QUE EU QUERO?

Eu quero dominar o animal dentro de mim,
desenvolver meu espírito a ponto de não mais gritar,
sorrir com encantamento, meu olhar divagar
na obra máxima da criação, e ser o sim...

Evitar o não, compadecer-me do outro
ser metal pesado, ir ao fundo da bateia como o ouro,
que brilha no barro que se escoa,
ser mais gente, menos animal, enfim...

Quero que todos os dias sejam início de um novo ano
não quero nunca ser aquela que 'dá o cano'
quero crescer em espírito, meu Deus...
E como é difícil! O animal aqui dentro ruge alto!

Se o acaricio ele me morde! Se o esbofeteio, ele foge!...
...Se esconde! ...Caminhamos lado a lado,
ora amorosamente, ora em duelos mortais,
e assim, vamos nos burilando, nos banhando em sais...

Criando melhores metas, melhorando nossos ideais!

sábado, 8 de dezembro de 2007

A TERRA EM QUE NASCI

Desta terra em que nasci,
tenho muito o que falar,
pois foi aqui que aprendi
a declamar o verbo amar.

Amo tanto o meu povo,
dele, tenho pena do sofrer,
é corajoso, trabalhador,
não consegue se aborrecer...

Sofre penúria um tanto
às vezes, até me espanto
da humildade, da esperança,
que ele tem lá no fundo:

um Brasil melhor pros seus filhos,
esgotos em todas as ruas,
água potável pra todo mundo,
trabalho todo dia; e não se cansa

de acreditar em político,
crê:" -tem aparência, então é bom!
Voto nele com certeza,
e não vai haver corrupção!"

Desta terra em que nasci,
Virgem Santa! Ave Maria,
tenho muita história pra contar:
escola a céu aberto,

ou pra desmoronar...
Eu mesma dei aulas!
Há escolas em que não se pode
na parede encostar...

O choque vem que vem pegando,
assustando a toda gente,
até aquele que é crente
de que o governo faz o melhor...

Minha gente, minha gente,
realmente o país vai melhorando,
mas é tão lentamente...
a cartilha velha sei de cor:

"Uma cesta básica
que não dá pra trinta dias,
uma camiseta do partido,
promessa e mais promessa

que nunca se realiza!"
E a tal da CPMF?
'Imposto sobre movimentação financeira'
todo mundo paga!

E...procure um hospital!
É uma canseira!
Não há médicos, nem remédios,
morrem pessoas sem atendimento

Que país é este minha gente?
Em que o povo não tem valor?
Só vale o que pesa na eleição!
Sem saber, o povo prejudica a nação!

Desta terra em que nasci,
tenho muito o que falar,
pois foi aqui que aprendi
a declamar o verbo amar.

Pois então compatriotas,
deixemos de ser idiotas,
exijamos o que merecemos,
brademos: Esta pátria, não merecemos!

Eu poderia aqui continuar,
apontando tantos erros,
mas prefiro conjugar
o bem-aventurado verbo...Amar!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

DEUS FALA CONOSCO ATRAVÉS DA BOCA DE OUTRAS PESSOAS

Seria tão bom ver-te na minha telinha
novamente de amor suspiraria,
abriria um sorriso bem contente,
aos céus, glórias eu daria...

Traz tanta alegria reencontros
de amores, amigos, família,
são muitos os bate-papos,
a vida deixa, por vezes, de ser um saco....

É, é bem assim a verdade da realidade!
Ficar alisando os desejos, as ilusões,
não nos leva ao crescimento...

Só a verdade das situações são sinceras
e nos dão algum alento:
suportar as hipocrisias criadas pelo pensamento...
II

Seria tão bom voltar a ser criança,
mesmo com pouca sabedoria,
as artes nas ruas das cidades:
as pipas, piorras, bonecas, pique-esconde,

a escola da vida! Companheiros da eternidade,
lembranças que em nós se aninha,
sem esta de ser adulto, de ser rompante,
achar-se o melhor, fingir-se de onça...

Tanta coisa melhor existiria
se não matássemos em nós a energia
que destróe lá dentro, a criança...

Se não entregássemos os pontos,
se não nos achássemos velhos demais,
se vivêssemos pacificamente cada dia!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

SEM TI

Suas mãos de luz impostas sobre mim
quando eu mais necessitava,
fizeram-me curada,
trouxeram-me a paz tranqüila dos mortos...

Nos sonhos da noite em tempestade,
descansei em teu colo, amoroso porto,
senti o afago primoroso nos cabelos
e descansei das dores que me melindravam,

Sem ti, o que incomoda não passa,
o perdão não fica aqui comigo como manso lago,
onde a alma repousa sobre a grama orvalhada,

Sem ti, o amigo não gera energia bem educada,
a harmonia chega e não desata,
sem ti, Jesus, a existência é nada!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

FAÇO OU NÃO FAÇO?

Disseram-me para fazer terapia,
deu-me um medo, fiquei horrorizado,
vou virar robô, viver acoplado
ao que a maioria pensa, sente, perder a fantasia?

Ser acertivo, repetir regras, deixar de poetar,
tudo igualzinho, não saber mais meditar?
Ai, meu Deus! Será que vou melhorar?
Entrar dentro do meu eu, ficar do avesso, transparente,

Qualquer um vai poder me olhar!
E quando o leão rugir dentro de mim,
vai ressoar barbaridades pra qualquer lugar,
e quando estiver na calma complacente,

todos vão ter medo de se aproximar!
Faço ou não faço terapia?
Busco o equilíbrio, o centro
esta a melhor forma de se harmonizar!?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Impossível

Impossível esquecer amor tão lindo!
Pensá-lo já findo
é dor que não passa, mas vai indo, indo...

domingo, 11 de novembro de 2007

QUERO VOCÊ ASSIM

Quero você de forma desumana:
como plantinha tenra que precise de mim ao nascer;
como um filhote frágil e perdido
precisando da mãe a vangloriar, a enaltecer....

Não o quero arrojado, desejoso de me ver
paixão que sangra a saudade no peito
quando não estou ao seu lado no amanhecer,
desesperado e 'caliente' sempre a me querer...

Quero você como amor compassado,
na suave melodia do companheirismo
da imensa vontade de sempre o ter,
quero-o sempre ao meu lado, vendo o sol nascer!

Que ao transcender neste amor,
sejamos um para o outro eternas mãos dadas,
sublimados, superados os egos traiçoeiros,
na claridade da luz evolutiva, crescer!

sábado, 3 de novembro de 2007

SUAVE MANTA DE RETALHOS

Ela não teve manta de bebê, esta foi-me emprestada!
Não havia dinheiro para este luxo,
nasceu no peito e na raça,
e quando chegou foi no repuxo...

Mais de vinte horas de dores do parto
não a deixaram com carinha de pepino,
apareceu um rostinho redondo
e com o tempo foi se pondo.

Cada vez mais risonha, sorriso largo,
lábios românticos até demais
menina ainda ganhou lindas mantilhas
substituiram as mantas usuais.

Na escola aprendeu a fazer sextilhas,
desenhos abstratos repletos de olhos
aqueles que tudo vêem
e criou poesias com inteligentes estribilhos.

De muitos retalhos tornou-se linda mulher: sensível e abstrata, calada e virada,
ama teatro, circo e detesta palhaçada
é minha manta de retalhos mais perfeita

minha linda Cris, filha adorada...

MORALIDADE

Nem me passa pela cabeça abandonar o meu país!
A vontade bate-me à porta,
mas eu a renego, é hora morta!
Amo o sol que me banha,
a luz claríssima do dia, os regatos,
os rios majestosos,
as montanhas imponentes!

Jamais sairia, renegaria meu povo,
sofrido e acolhedor, bom e hospitaleiro,
amansadores de burros bravos...
Sertanejos de ferro,
caipiras inteligentes,
caboclos alvissareiros,
mestiços: misturas de muitas gentes!...

Meu Brasil tão cheio de esperança
hoje um adulto, um tanto complacente
com os desmandos governamentais,
violento até não poder mais,
visando o crescimento,
correndo atrás do lucro,
despertado para o consumo
mergulhado no sofrimento:

São tantas as drogas letais!
Lavouras tomando conta das matas,
O papel mais importante que o alimento!
O leite no apodrecimento
comprometendo a saúde
enregelando a confiança do cidadão
nas fiscalização das estatais...
Muitos os problemas para o sustento...

A população cresce,
a saúde fenece,
a miséria explode
em torno das capitais...
Porém, não me passa pela cabeça,
sair em definitivo do Brasil!
Sou fortaleza, guerreira,
não me abato com os imorais!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

IGUALDADE x DESIGUALDADE

Pagamos um preço alto pelo descaso,
quando abandonamos o planeta à própria sorte;
quando abandonamos obras sociais,
quando não nos mexemos para solidarizar,
quando aceitamos os desonestos,
quando aplaudimos o errado,
quando fechamos os olhos para a miséria,
quando não nos doamos e nem doamos nada nosso,
quando nos pedem pão e dizemos que não temos...

Pagamos um preço alto:
quando fechamos os olhos para as denúncias,
quando achamos alguns políticos bonitos e bonzinhos;
quando não estudamos, pesquisamos, lemos...
quando aceitamos mais e mais impostos sem dizer não!

É preciso lutar constantemente
contra a corrupção:
esta epidemia que se instalou no Brasil!
É preciso lutar por concursos públicos:
que vença o que mais estuda!

É preciso respeitar o idoso; visitar asilos, ajudá-los no que for possível!
É preciso proteger a criança, bem orientá-la, com ela dialogar!

É preciso dizer não à impunidade!
E gritar sim para a verdade!

Ao berrar o sim, que seja:
pelas nossas florestas!
Para a proteção a todos os animais!
Por boas escolas!
Por hospitais mais humanizados!
Por dignidade no trabalho!
Pelo respeito à CLT!
Por leis justas...
Que sejamos todos iguais perante as leis
para não dançarmos a valsa da desigualdade
que embrutece, aliena e faz sofrer!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

CARTA DE AMOR

Não tenho você como desejava,
raios brilhantes por minha íris,
lendo minh'alma límpida de amor...

Não tenho você nas manhãs de chuva,
para curtirmos juntos o pingar leve
das gotículas no jardim das rosas púrpuras...

Não tenho você para apreciarmos o pôr-do-sol,
ouvirmos boleros, sapatearmos nos pagodes
nem nos risos de alegria, nem nos presentes...

o dia dos namorados ficou chulo, o sorriso embaçado
o dia das crianças também...
lembra-se das línguas de sogra compradas para você?

Pois é, não terei você nunca mais;
corpo físico, abraço verdadeiro,
mas você está preso a mim, sim!

Tenho-te nas lembranças suaves do futebol
que eu, mesmo não gostando acompanhava
e futebol acontece quase todo dia, chova ou faça sol!...

Tenho-te no amor acasalado das borboletas,
dos pássaros, dos bichos de estimação...
nos programas de televisão que nunca terminam

porque acabávamos namorando e esquecendo o filme,
a música; e o ninho num instante se esquentava,
e havia explosões de orgasmos...

e sono aconchegado, e o amor acontecia de novo...
Não te tenho mais...
caímos no fosso do desagrado

e hoje só o vejo no espaço, longe, longe,
pouco, muito pouco
ficou deste amor louco!

ENCONTRAR_ME

Nunca consegui encontrar-me,
sempre perdida em pensamentos,
afundada em lagos poluídos,
mares de confusão e de lamentos...

Tardiamente busco organizar a mente turbulenta,
repleta de preocupações,
muitas bobas, outras sem soluções,
e o medo à espreita com suas asas negras!

Vou à luta, enfrento as névoas da própria ignorância,
enfrento o desconhecimento dos outros,
procuro a transcendência complacente,

o amor espalhado, que coisa louca,
parece um demente
buscando a calma, mesma que pouca...