quarta-feira, 28 de maio de 2008

A GAIVOTA...

Será aquela gaivota que tanto busco, quero e sonho!

Aportou-se na ilha do carinho, onde agora ancorado

Sem vanglória, lado a lado, amparo lhe proponho...





Ao cair da tarde não me passou despercebido o chamado

Do grito de socorro, com o cantar triste, saudoso e aflito...

Submersos no porão, da mazela, d’alma findou-se o atrito





Não será gaivota presa, nem lúgubre e isolado do céu;

Em pleno oceano, como dois pássaros, de mão dados...;

Fantasiando no ar..., voará livremente, encanto ao léu...





O sol voltou-lhe a brilhar, num alto ramo, nesse amanhecer

Serei o braço forte e de lágrimas de saudades não irá morrer,

Terá escudo, dou-lhe guarida e o porto seguro a lhe proteger...



A vida é um descompasso, se não pudermos ser abraçados

Somos agora duas gaivotas a voar no poente entrelaçados...