sexta-feira, 9 de maio de 2008

Retalhos da Alma

Restam-me apenas os fiapos, os retalhos

De minha alma, as migalhas que cai de

Uma mesa farta, as sobras, os restos

Pois, pobre estou caída na rua, nua e crua



Sinto vergonha de mim, sinto o rasgar de

Minha carne sinto o vermelho do meu rosto

Se destacar, no vazio desta vida, vida sofrida

Mas calo-me diante da realidade deste mundo



Mundo este que esvaziaste tudo de bom que

Tinha dentro de mim, dentro de minhas entranhas.

Hoje vivo a vagar pelas ruas de uma cidade que

Não existe que criei dentro de minhas ilusões



Mas parada estou, sem saber que lado seguir

Se fico estacionada no tempo ou se sigo em frente

Estou sem direção, sem um guia, sem rumo certo

Mas continuo seguindo a rota que tracei para

Minha vida, para os dias que hei de viver



Dias frios como o vagar de minhas imaginações

Como o grito parado dentro de um peito dilacerado

Resta-me apenas o amargo vazio da solidão

Onde chora minha alma, geme meu coração

Esperança, não sei, será que há!!!