Retalhos da Alma
Restam-me apenas os fiapos, os retalhos
De minha alma, as migalhas que cai de
Uma mesa farta, as sobras, os restos
Pois, pobre estou caída na rua, nua e crua
Sinto vergonha de mim, sinto o rasgar de
Minha carne sinto o vermelho do meu rosto
Se destacar, no vazio desta vida, vida sofrida
Mas calo-me diante da realidade deste mundo
Mundo este que esvaziaste tudo de bom que
Tinha dentro de mim, dentro de minhas entranhas.
Hoje vivo a vagar pelas ruas de uma cidade que
Não existe que criei dentro de minhas ilusões
Mas parada estou, sem saber que lado seguir
Se fico estacionada no tempo ou se sigo em frente
Estou sem direção, sem um guia, sem rumo certo
Mas continuo seguindo a rota que tracei para
Minha vida, para os dias que hei de viver
Dias frios como o vagar de minhas imaginações
Como o grito parado dentro de um peito dilacerado
Resta-me apenas o amargo vazio da solidão
Onde chora minha alma, geme meu coração
Esperança, não sei, será que há!!!









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